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O Governo Moçambicano foi distinguido com o Prémio Internacional de Género 2026 (IFAD Gender Awards 2026), atribuído pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), em reconhecimento dos resultados alcançados na promoção da igualdade de género e do empoderamento económico das mulheres rurais.
A distinção, na categoria regional da África Oriental e Austral, foi entregue a 15 de Outubro, em Roma, Itália, durante uma cerimónia realizada no âmbito do Dia Internacional da Mulher Rural e das celebrações do Ano Internacional da Mulher Agricultora.
O Governo moçambicano esteve representado pela Directora-Geral do Fundo de Fomento Agrário e Extensão Rural, Fundo Público (FAR, FP), Lúcia Luciano, acompanhada pela Especialista de Género do Programa de Desenvolvimento Inclusivo de Cadeias de Valor Agro-Alimentares (PROCAVA).
Moçambique figura entre os cinco países distinguidos nesta edição, juntamente com o Paquistão, México, Síria e Burkina Faso.
Mulheres representam 55% dos beneficiários
Implementado pelo Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, com apoio financeiro do FIDA, o PROCAVA tem como foco o fortalecimento das cadeias de valor agro-alimentares, o aumento da produtividade, o acesso aos mercados e a criação de oportunidades económicas nas zonas rurais.
Segundo dados do FIDA, o programa já alcançou mais de 167 mil agregados familiares, correspondentes a cerca de um milhão de pessoas. As mulheres representam 55% dos participantes.
Entre as iniciativas destacadas está a aplicação da metodologia Gender Action Learning System (GALS), que promove a participação das mulheres na tomada de decisões, na gestão dos recursos familiares e no desenvolvimento económico.
Mais de 29 mil pequenos produtores já beneficiaram de formação através desta abordagem, enquanto as mulheres ocupam actualmente 42% dos cargos de liderança nas organizações de produtores abrangidas pelo programa.
O PROCAVA também promove o acesso das mulheres a tecnologias agrícolas, mecanização e infra-estruturas produtivas. No âmbito da inclusão económica, mais de 136 mil produtores rurais tiveram acesso a insumos e pacotes tecnológicos, enquanto cerca de 32 mil pessoas beneficiaram de novas oportunidades de emprego.
O reconhecimento internacional reforça a aposta na integração da igualdade de género nas políticas de desenvolvimento agrário e na ampliação do acesso das mulheres rurais aos recursos produtivos, oportunidades económicas e espaços de liderança.



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