ANAMOLA dá ultimato de dez dias a Daniel Chapo para travar violência contra membros do partido

DESTAQUE POLÍTICA
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O Partido ANAMOLA, liderado por Venâncio Mondlane, apresentou formalmente uma petição na qual concede um prazo de dez dias para que o Chefe de Estado e Comandante-em-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, Daniel Chapo, se pronuncie publicamente contra a vaga de assassinatos, perseguições políticas, sequestros e agressões dirigidas aos membros da organização em todo o país.

A posição do partido foi tornada pública pelo Secretário-Geral do ANAMOLA, Fausto Njiji, durante uma conferência de imprensa onde denunciou uma escalada sistemática de violações dos direitos humanos direccionadas aos seus quadros e simpatizantes.

“Usamos deste pódio para manifestar a nossa profunda preocupação e indignação perante os sucessivos actos de violência, intimidação, perseguição política e violação dos direitos fundamentais (…) Hoje submetemos uma carta de repúdio contra os assassinatos, sequestros, torturas”, anunciou Njiji.

O balanço apresentado pelo Secretário-Geral contabiliza 65 vítimas mortais decorrentes de violência e intolerância política desde o período pré-eleitoral até à actualidade.

Perante o quadro exposto, a comunicação submetida ao Presidente Daniel Chapo inclui um conjunto de nove exigências consideradas urgentes.

O ANAMOLA exige a declaração pública de tolerância zero à violência política, a condenação firme do uso desproporcionado da força pelas autoridades policiais e a abertura de investigações céleres, imparciais e transparentes por parte da Procuradoria-Geral da República.

O partido insta ainda o Estado a garantir a protecção integral da integridade física e psicológica de todos os cidadãos, independentemente da sua filiação partidária.

Fausto Njiji frisou que a organização concede exactamente dez dias para uma tomada de posição oficial da mais alta magistratura da nação, advertindo que o silêncio institucional aprofunda o sentimento de impunidade e de abandono das vítimas.

A intervenção encerrou com um apelo de repúdio ao derramamento de sangue.

“O estranho é que não morrem, não são sequestrados membros dos outros partidos, só são do ANAMOLA. São sequestrados, são mortos, são assassinados membros do ANAMOLA. Então não nos matem, estamos a exercer os nossos direitos e defendemos a causa do povo. E dissemos basta de sangue político em Moçambique”, concluiu.

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