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Moçambique dispõe de apenas 16 postos fixos de controlo de carga para uma rede rodoviária classificada com pouco mais de 30 mil quilómetros, uma limitação que dificulta a fiscalização dos camiões pesados e aumenta os desafios de conservação das estradas utilizadas para o transporte de minérios, numa altura em que há um ping pong entre o governo e operadores, com o primeiro a culpar os últimos pela rápida degradação das estradas, resultante do manuseio de cargas pesadas e muitas vezes acima do limite estabelecido.
Os números foram apresentados por um representante dos Serviços Centrais e Projectos de Obras durante um debate sobre os constrangimentos logísticos da indústria extractiva. Segundo explicou, existem viaturas que ultrapassam a capacidade dos próprios veículos e os limites suportados pelas estradas, contribuindo para acelerar a degradação da rede.
“Só temos 16 unidades de controlo de carga. Não é possível fazer o controlo efectivo de carga nestas condições”, acrescentou, referindo-se às limitações da fiscalização rodoviária, o que propicia a circulação de veículos que transportam cargas acima dos limites permitidos, comprometendo a durabilidade das infra-estruturas.
Segundo o responsável, a relação entre a extensão da rede e o número de postos corresponde a aproximadamente um posto para cada 1.875 quilómetros de estradas.
“Os transportadores, muitas vezes, transportam cargas ao arrepio daquilo que é o regulamento de pesos e eixos e combinações”, declarou.
Para enfatizar a dimensão do problema, o representante relatou um caso na província da Zambézia em que uma obra rodoviária, já concluída, teve de ser objecto de novas intervenções durante o processo de recepção provisória, porque já apresentava sinais de desgaste devido à circulação de veículos pesados em condições que desrespeitam as regras rodoviárias.
“Fomos obrigados a dar uma nova instrução ao empresário para voltar a melhorar alguns aspectos, desembolsando cerca de 156 mil euros adicionais”, afirmou.



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