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O Conselho Nacional da RENAMO decidiu expulsar António Muchanga do partido, na sequência de um processo disciplinar por alegadas violações dos estatutos. A medida foi tomada e anunciada esta quinta-feira, durante a terceira sessão ordinária do órgão deliberativo reunido em Maputo, num momento marcado pela forte contestação interna à gestão do presidente da agremiação, Ossufo Momade.
Nos últimos meses, Muchanga posicionou-se como uma das vozes mais críticas em relação à actual direcção, defendendo publicamente a transição na liderança do principal partido da oposição. Apesar das tensões e dos apelos do próprio Ossufo Momade ao reforço da unidade no arranque dos trabalhos do Conselho Nacional, que analisa igualmente a marcação do próximo congresso, a decisão foi chancelada pela maioria dos conselheiros com direito a voto.
“Nós cumprimos as regras,” disse o porta-voz da RENAMO, Marcial Macome, ao fundamentar o rigor do processo disciplinar interno.
Marcial Macome, justificou a decisão de afastar Antonio Muchanga com a intenção de reforçar a disciplina e a coesão partidária
“O entendimento é de que é preciso aplicar medidas para que tais comportamentos não se repitam nos próximos e que os membros do partido busquem sempre a luta pela coesão, pela união e não criação de mais divergências,” disse
A liderança do partido esclareceu ainda que a existência de processos judiciais em curso não invalida a autonomia do Conselho Nacional para aplicar sanções disciplinares, ressalvando que a medida aplicada a António Muchanga não tem efeitos automáticos sobre os restantes quadros afetos ao movimento de contestação interna.



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