Share this
De acordo com um comunicado de imprensa enviado à nossa redacção pela Beluluane Gas Company S.A. (BGC), o projecto do futuro terminal de gás natural liquefeito (GNL) atingiu um marco crítico com a nomeação do consórcio VGI/PRDW como Engenheiro do Proprietário.
Conforme detalha o documento, esta equipa terá a missão de consolidar todos os projectos de engenharia e prestar apoio na conclusão do processo de contratação do empreiteiro EPC, Engenharia, Aquisição e Construção, viabilizando o fecho financeiro da BGC antes do final de 2027.
O financiamento inicial para esta fase do projecto é garantido em conjunto pela Matola Gas Company (MGC) e pela Gigajoule International (GI).
O comunicado sublinha que a MGC fornece gás à Matola desde 2005, abastecendo actualmente duas centrais eléctricas e mais de 35 indústrias com gás moçambicano. Por sua vez, a Gigajoule International destaca-se como accionista fundadora da MGC e, desde 2015, também accionista da Gigawatt Moçambique, uma central eléctrica combinada a gás e solar de 140 MW situada em Ressano Garcia.
A nota informativa enviada à nossa redacção alerta que “ter o terminal de GNL em funcionamento antes do esgotamento do fornecimento de gás de Pande/Temane é crucial”.
Esta urgência, segundo o documento, justifica-se pelo facto de o terminal sustentar as centrais eléctricas a gás de Chókwè, Ressano Garcia e Maputo, que fornecem cerca de 450 MW à Electricidade de Moçambique (EDM), bem como a base industrial transformadora em rápido crescimento na região da Matola e Maputo.
Por fim, o documento avança que as negociações comerciais relativas ao fornecimento de GNL, ao financiamento da construção e à venda de gás à África do Sul encontram-se em fase final, prevendo-se novos anúncios em breve.



Facebook Comments