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Foi lançada esta quinta-feira, em Maputo, mais uma edição do Social Yearbook, um anuário que reúne e destaca as principais iniciativas de intervenção social desenvolvidas por organizações não-governamentais (ONG´S), empresas e cidadãos nos últimos anos no país.
A publicação, promovida pela Social Moçambique, surge como uma plataforma de reconhecimento e visibilidade para projectos que, muitas vezes, decorrem longe dos holofotes, mas que têm impacto directo na melhoria das condições de vida das comunidades.

Segundo o co-fundador da iniciativa, Celso Manave, o objectivo central do anuário é valorizar e tornar públicas as acções de indivíduos e instituições que contribuem para mudanças sociais significativas.
“Há muitos projectos em Moçambique que estão a transformar vidas, mas que não têm visibilidade. Queremos criar uma base para divulgar essas iniciativas e inspirar outros a fazerem o mesmo ou até melhor”, explicou.
Criado em 2019, o anuário tem vindo a afirmar-se como um espaço de partilha e também de criação de parcerias. Para além de reconhecer o esforço dos intervenientes sociais, a iniciativa procura estimular a sustentabilidade dos projectos, incentivando a colaboração entre diferentes atores.
De acordo com Manave, cerca de 20 organizações integram actualmente o projecto, num universo de mais de mil ONGs registadas no país. Ainda assim, reconhece que muitos projectos permanecem desconhecidos, seja pela sua curta duração ou pela falta de mecanismos de divulgação.
O responsável destacou ainda que, algumas empresas mostram hesitação em aderir à iniciativa por considerarem que o seu impacto é reduzido. No entanto, defende que “qualquer contribuição, por menor que seja, quando somada a outras, gera um impacto significativo”.
Entre as instituições representadas está o Centro Internacional para Saúde Reprodutiva (IRC), uma organização que atua na área da saúde, com enfoque em grupos vulneráveis. A directora de Pesquisa e Consultoria da instituição, Maria Suzana, destacou a importância da iniciativa na criação de sinergias.
“Trabalhar com a saúde exige parcerias, e a Social ajuda a conectar instituições, criando pontes”, afirmou.
Suzana, sublinhou ainda que o anuário permitiu dar maior visibilidade às actividades e resultados alcançados pela organização, que atua junto de adolescentes, jovens, mulheres grávidas e populações em situação de risco de infecção pelo HIV, bem como na reintegração social de raparigas em situação de exclusão.
Em linhas gerais, num futuro breve, os promotores do Social Yearbook mostram-se optimistas e



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