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Na região de Mamelodi, em Pretória, 194 cidadãos moçambicanos perderam as suas residências, que foram incendiadas por manifestantes. As vítimas, entre homens, mulheres e crianças, encontram-se sob assistência do Alto Comissariado de Moçambique em Pretória, onde receberam apoio básico de alimentação, estando em curso a organização da logística para o seu repatriamento. Estas destruições surgem numa altura em que a região empreende esforços em camapnha contra a saída imediata de todos estrangeiros em situação migratória irregular.
De acordo com o Gabinfo (Gabinete de Informação de Moçambique), um total de 283 cidadãos moçambicanos foi afectado pelos actos de violência e intimidação registados durante as manifestações anti[1]imigrantes ocorridas esta terça-feira, 30 de Junho, em diferentes províncias da República da África do Sul.
Na Província de KwaZulu-Natal, concretamente em Clermont (Pinetown), 38 cidadãos moçambicanos foram agredidos e forçados a abandonar as suas residências. Entre os afectados encontram-se mulheres, uma das quais em estado de gravidez, e menores.
O grupo encontra-se sob protecção policial, enquanto decorrem preparativos para o respectivo repatriamento Na Província de Limpopo, 51 cidadãos moçambicanos procuraram abrigo num centro comunitário de desastres, na sequência de ataques e actos de intimidação, estando igualmente a ser acompanhados para efeitos de assistência e regresso ao País.
Na Província de Mpumalanga, o Consulado-Geral de Moçambique em Mbombela está a apurar a eventual existência de cidadãos moçambicanos afectados por incidentes registados em Malahleni.
A concluir, o Gabinfo reiterou que as Missões Diplomáticas e Consulares de Moçambique na República da África do Sul mantêm o acompanhamento permanente da situação e continuam a prestar assistência e protecção consular aos cidadãos nacionais afectados.



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