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O MPDC – Sociedade de Desenvolvimento de Porto de Maputo, lançou esta Quarta-feira o “Port Community System” uma plataforma digital que promete transformar a gestão das operações portuárias, ao interligar, em tempo real, os principais intervenientes da cadeia logística, reduzindo a burocracia, eliminando a duplicação de informação e aumentando a eficiência no comércio e transporte de mercadorias.
O sistema, que será desenvolvido em parceria com a empresa “Kale Logistics Solutions” , deverá ser implementado ao longo de 22 meses, com a disponibilização gradual das diferentes funcionalidades à comunidade portuária.
Segundo o director executivo da MPDC, Osório Lucas, a implementação do PCS está em consonância com a nossa visão de criar um ecossistema portuário mais inteligente, mais conectado e mais eficiente.
“Ao possibilitar a colaboração em tempo real e a partilha de informação entre as partes interessadas, estamos a reforçar o papel do Porto de Maputo como porta de entrada estratégica para o comércio regional e internacional. Estamos orgulhosos e gratos ao Governo de Moçambique por nos apoiar na construção de uma plataforma que ajudará a preparar Moçambique para os desafios da próxima geração de comércio e logística, afirmou.
Para Vineet Malhotra, director e co-fundador da Kalé, “Esta adjudicação marca um marco importante para a Kalé e reforça o nosso compromisso em apoiar a transformação digital do comércio em toda a África. É uma honra termos sido selecionados pela MPDC para esta iniciativa estratégica do PCS. Com o nosso Sistema Comunitário de Carga Aérea já implementado pela MAHS e a nossa presença crescente em toda a África, a adição do PCS de Maputo reforça ainda mais o nosso papel como fornecedor de soluções integradas de facilitação do comércio digital.
Com soluções implementadas em mais de 150 aeroportos e portos em mais de 50 países, a Kalé continua a apoiar governos, portos, aeroportos, autoridades aduaneiras e comunidades logísticas em todo o mundo na aceleração da facilitação do comércio digital e da eficiência da cadeia de abastecimento. No âmbito deste compromisso global, a Kalé está a estabelecer parcerias com os governos de Omã, Benim, Brunei e Malásia (Port Klang) para digitalizar o comércio marítimo através de plataformas digitais de última geração, ajudando a modernizar os ecossistemas comerciais nacionais, a melhorar a eficiência operacional e a possibilitar um comércio transfronteiriço sem obstáculos.
Para assinalar a ocasião, o ministro dos Trasnsportes e Logisticas, João Matlombe, sublinhou que a transformação digital já não é uma opção; é um pré-requisito para a competitividade.
“O Sistema Comunitário Portuário representa um passo estratégico rumo a um ecossistema logístico mais integrado, eficiente e transparente, totalmente alinhado com a visão do Governo para a modernização dos transportes e a facilitação do comércio. Sendo o primeiro Sistema Comunitário Portuário de Moçambique, esta iniciativa posiciona o Porto de Maputo como pioneiro e lança as bases para a evolução digital da nossa rede logística nacional”
o gestor informático do MPDC Abdul Badrú, explicou que o Port Community System foi concebido para responder aos principais desafios que ainda marcam o funcionamento do porto, nomeadamente a dependência de documentos em papel, a duplicação de processos, a falta de integração entre instituições e a dificuldade de acompanhar, em tempo real, o estado das operações.
Segundo Badrú, a plataforma permitirá que todos os intervenientes da cadeia logística desde operadores portuários, terminais, autoridades aduaneiras, bancos, transportadores e outras entidades governamentais possam partilhar informação através de um único sistema digital, tornando os processos mais rápidos, seguros e transparentes.
“O PCS surge exactamente para responder aos desafios que ainda enfrentamos hoje, como a duplicação de informação, a dependência do papel e a falta de rastreabilidade dos processos operacionais. A plataforma vai facilitar a troca de informação em tempo real e permitir que todos os intervenientes tenham acesso aos dados necessários sem atrasos”, explicou.



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