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Aumentar a presença no mercado e recuperar o protagonismo na logística do setor petrolífero constituem a nova meta do Executivo para a Petróleos de Moçambique (Petromoc). O plano estratégico prevê o fortalecimento da capacidade de armazenamento e distribuição da estatal, com atenções viradas para o Porto da Beira, um corredor por onde circula 64% do combustível em trânsito e onde a empresa controla presentemente apenas 19% da infraestrutura disponível.
A visão do Governo foi detalhada pela diretora nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, Felisbela Cunhete, durante o 11.º Conselho Coordenador do pelouro, na província de Maputo. Para viabilizar a empreitada, a Petromoc deverá submeter propostas de investimento devidamente orçamentadas, permitindo ao Estado analisar opções de financiamento e captar parceiros estratégicos.
Apesar de enfrentar conhecidas limitações financeiras, a estatal detém 24% da quota do mercado de distribuição e prossegue em trajetória de crescimento. O Executivo recusa qualquer cenário de inviabilidade e aposta no reposicionamento da empresa no abastecimento público.
“Não olhamos como uma empresa falida”, afirmou Felisbela Cunhete, ressaltando que a “ambição do Governo” reside em elevar a participação da petrolífera no mercado nacional e maximizar os dividendos para o Estado.
A estratégia de expansão contempla a montagem de infraestruturas de menor porte nas zonas rurais e no interior do país, aproximando os produtos petrolíferos da população, contendo os custos logísticos e assegurando uma gestão eficaz das reservas estratégicas nacionais.
“Há uma necessidade de continuar a expandir”, defendeu a diretora nacional, enfatizando que a Petromoc precisa de rentabilizar o potencial do Porto da Beira na exportação e tráfego de combustíveis para os países encravados da região.
O plano de investimentos surge num momento de recuperação financeira para a distribuidora pública. Embora os proveitos tenham recuado 10,4% em 2025 para 26,08 milhões de meticais, penalizados pela redução na transação de gasolina, gasóleo e gás condensado, o resultado líquido da Petromoc quase triplicou nesse período, atingindo 341,7 milhões de meticais, valor que contrasta com os 127,1 milhões de meticais contabilizados em 2024.



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