81.ª Sessão  da ONU: Chapo declara apoio a Palestina, Zimbabwe e Cuba

DESTAQUE POLÍTICA
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O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou esta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, em Nova Iorque, o apoio de Moçambique à causa palestiniana, defendendo o fim do bloqueio económico, comercial e financeiro imposto a Cuba e o levantamento das sanções contra o Zimbabwe e outros países, durante a sua intervenção no Debate Geral da 81.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Subindo à tribuna da organização mundial, o Chefe de Estado reiterou o compromisso moçambicano com a solução de dois Estados no Médio Oriente, preconizando que Israel e a Palestina vivam “lado a lado, em paz e com segurança”, apontando esta via como o único caminho para uma resolução justa, legítima e duradoura do conflito. Na mesma linha de defesa da autodeterminação dos povos consagrada na Carta das Nações Unidas, o governante manifestou o apoio inequívoco de Maputo à causa do povo saharawi.

Abordando a conjuntura geopolítica global, o Presidente manifestou a oposição intransigente do país à aplicação de medidas coercivas unilaterais que penalizam populações inteiras e colidem com os princípios fundamentais do multilateralismo.

“Neste quadro, reiteramos a nossa posição em defesa do fim do bloqueio económico, comercial e financeiro imposto contra Cuba”, declarou o estadista moçambicano perante a plenária da ONU.

A solidariedade estendeu-se igualmente à África Austral, com o Chefe de Estado a expressar apoio ao “povo irmão do Zimbabwe” e a exigir o levantamento incondicional das sanções económicas que recaem sobre o país vizinho e outros Estados soberanos, vincando que a arquitetura das relações internacionais deve pautar-se pelo respeito mútuo, pela igualdade jurídica entre as nações e pela estrita observância da soberania nacional.

Defendendo uma ordem global ancorada no reforço da aplicação do Direito Internacional e na melhoria dos mecanismos de prevenção e resolução pacífica de conflitos, Daniel Chapo sustentou a urgência de uma cooperação económica bilateral e multilateral estritamente mutuamente benéfica, livre de pressões externas e fundamentada na liberdade de escolha soberana dos povos para enfrentar os desafios de segurança e desenvolvimento que marcam a atualidade internacional.

 

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