Recentemente, três agentes da Polícia da República de Moçambique foram detidos indiciados de rapto de uma criança com propósito de exigir um resgate de 200 mil meticais. Face ao envolvimento dos agentes da lei e ordem nos grupos de crime organizado, o Comandante – geral da PRM, Bernardino Rafael, pediu uma reflexão profunda para compreender os motivos por detrás deste fenômeno.
No documento, datado de 09 de Maio em curso, Bernardino Rafael reconhece o envolvimento dos membros da corporação nos circuitos do crime organizado.
“Nos últimos dias, o Comando-geral da PRM tem constatado, com maior preocupação, a ocorrência de crimes envolvendo membros da PRM, praticados com recurso a armas de fogo, com destaque para assaltos e raptos”, lê-se na instrução enviada para os comandos provinciais da PRM.
Para compreender os motivos por detrás envolvimento dos agentes da lei e ordem no crime organizado, o Comandante – Geral da PRM pediu uma reflexão no seio da corporação por si dirigida.
“Instruo os Ramos, Direcções do Comando-geral da PRM, Comandos Provinciais da PRM, Estabelecimentos de Ensino Policiais e Unidades das Forças Especiais e de Reserva a realizarem uma reflexão sobre as causas do envolvimento dos membros da PRM em actos criminais e apresentar recomendações para a solução do problema”.
Refira-se que, para além do envolvimento em crimes, a morte dos agentes por suicídio continua a tirar sono ao Comandante – Geral da Polícia da Republica de Moçambique.

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