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O Presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), Kino Caetano, defendeu a necessidade premente de tornar as conferências e cimeiras nacionais significativamente mais inclusivas. Durante a sua intervenção na Cimeira Nacional da Juventude sobre Justiça, Reconciliação e Reforma Democrática em Moçambique, realizada na Cidade de Maputo, o líder apelou directamente às organizações juvenis e aos diversos intervenientes do sector para que reforcem os actuais mecanismos de inclusão. O objectivo central desta estratégia é assegurar uma participação efectiva e uma representação genuína de jovens provenientes de todas as províncias, distritos e localidades mais distantes, garantindo que as suas preocupações, desafios e aspirações específicos sejam devidamente integrados nos espaços de diálogo e de tomada de decisão.
Na leitura do dirigente, a realidade da juventude moçambicana não pode continuar a ser analisada de forma redutora a partir das experiências vividas apenas por aqueles que residem ou estão presentes nos grandes centros urbanos. Kino Caetano chamou a atenção para o facto de que os jovens residentes em distritos historicamente recônditos e vulneráveis, como Zumbo, Doa, Ancuabe e Nangade, enfrentam realidades socioeconómicas muito específicas que necessitam de ser obrigatoriamente ponderadas nos processos formais de consulta e na formulação de Recomendações nacionais.
O reforço desta representatividade alargada, segundo o presidente do CNJ, é o único caminho para conferir maior legitimidade jurídica e social às conclusões saídas das cimeiras, evitando o sentimento de exclusão e isolamento geográfico por parte das comunidades juvenis periféricas na construção de soluções colectivas para o país.
O líder defendeu que a diversidade de opiniões e necessidades da juventude deve reflectir-se de forma fiel nos relatórios finais das reuniões de alto nível, transformando estes fóruns em espaços verdadeiramente nacionais e democráticos, onde a voz de cada moçambicano é ouvida e valorizada com total independência da sua origem geográfica.
“Precisamos de garantir que nenhum jovem, independentemente de onde vem, fique de fora das decisões que moldam o presente e o futuro do nosso país,” defendeu.



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