Mais de 100 escolas continuam encerradas em Cabo Delgado

SOCIEDADE
Share this
  • Devido ao terrorismo que assola a província

A persistência dos ataques armados no norte de Moçambique continua a afectar o funcionamento do sistema nacional de educação, sobretudo na província de Cabo Delgado, onde milhares de alunos e professores foram obrigados, ao longo dos últimos anos, a abandonar as salas de aula devido à insegurança. Mais de 100 escolas permanecem encerradas devido ao terrorismo na província de Cabo Delgado, segundo anunciou o Governo. O número representa uma redução superior a 50% em relação às 214 escolas que se encontravam encerradas em 2025.

Elísio Nuvunga

Apesar de o conflito continuar a provocar constrangimentos, o Governo considera que a situação apresenta sinais de melhoria, reflectidos na redução do número de estabelecimentos de ensino encerrados.

Segundo o executivo provincial, 104 escolas continuam sem funcionar devido ao terrorismo que afecta Cabo Delgado. Comparativamente a 2025, quando 214 estabelecimentos de ensino estavam encerrados, os dados representam uma redução superior à metade, resultado que as autoridades associam à melhoria das condições de segurança na província.

As autoridades atribuem esta evolução às melhorias registadas no quadro da segurança, embora o conflito continue a limitar o acesso à educação em algumas zonas da província.

Os dados foram avançados pelo governador de Cabo Delgado, Valige Tauabo, durante a reunião provincial de planificação do sector da Educação, subordinada ao lema “Educação, Investigação e Cultura, Vectores Fundamentais para o Desenvolvimento do País”.

“Continuamos com mais de 100 escolas encerradas, das quais quatro em Ancuabe, seis em Palma, 21 em Mocímboa da Praia, sete em Nangade, nove em Muidumbe, uma em Mueda, 34 em Macomia, quatro em Meluco, duas no Ibo e 13 em Quissanga, contra 214 registadas em 2025, uma redução que reflecte a melhoria das condições de segurança na província”, afirmou o governador.

Segundo Valige Tauabo, persistem igualmente limitações no acesso ao ensino em zonas onde as escolas permanecem abertas, devido à existência de alunos deslocados e de comunidades ainda afectadas pelos impactos do conflito armado, situação que continua a condicionar o processo de recuperação do sector da educação.

Refira-se que, desde o início da insurgência armada, em Outubro de 2017, Moçambique registou mais de seis mil mortes, para além de centenas de milhares de deslocados. A região afectada é igualmente rica em recursos naturais, incluindo gás natural, pedras preciosas e outros minerais estratégicos.

Promo������o
Share this

Facebook Comments