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O Ministro da Saúde, Ussene Isse, exigiu esta quarta-feira, na cidade da Beira, o fim imediato das cobranças ilícitas, do mau atendimento aos pacientes e do desvio de medicamentos nas unidades sanitárias do país, durante a abertura da quinquagésima primeira Sessão do Conselho Coordenador de Saúde. O governante sublinhou que os hospitais públicos devem constituir espaços onde os cidadãos encontrem segurança, acolhimento e um tratamento pautado pela dignidade humana.
Interpelando os quadros e gestores do setor presentes no evento, o ministro apelou a uma maior proatividade na resolução de problemas operacionais e na fiscalização direta das infraestruturas de saúde.
“Temos que sair daqui da Beira como uma força colectiva para melhorar a saúde dos moçambicanos, é possível, temos desafios sim, mas é possível fazer a diferença . Temos que alcançar a cobertura universal e não deixar ninguém para trás e para este desafio precisamos de um empenho colectivo”, sustentou o governante.
No mesmo sentido, Ussene Isse criticou a dependência excessiva do nível central para a resolução de ocorrências básicas ao nível local, exigindo maior rigor e presença física dos diretores provinciais e gestores hospitalares nas unidades sob sua tutela.
“Directores províncias, gestores, não esperem o ministro resolver problemas locais, quando uma casa de banho esta suja no hospital, quando uma enfermaria esta suja, ninguém se preocupa e começam a ligar para o ministro da saúde, eu estou lá longe e sou chamado para resolver o problema, mas tenho lá alguém que também representa o Estado, mas não faz nada”, advertiu, apelando para uma mudança profunda de postura profissional e para o controlo apertado dos armazéns farmacêuticos.



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