Millennium bim apoia o regresso triunfal do filme “O Ancoradouro do Tempo” à Ilha de Moçambique

ECONOMIA
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O Millennium bim anunciou o apoio institucional ao regresso do aclamado filme “O Ancoradouro do Tempo” à Ilha de Moçambique, território que serviu de cenário principal para a sua rodagem. Essa iniciativa cultural de grande relevo decorrerá entre os dias 17 e 19 de Setembro, inserindo-se de forma muito particular no programa oficial de celebrações do 208.º aniversário da elevação da Ilha de Moçambique à prestigiada categoria de cidade.

A obra cinematográfica, realizada pelo consagrado cineasta moçambicano Sol de Carvalho, é uma adaptação livre e profunda do célebre romance A Varanda do Frangipani, da autoria de Mia Couto. A longa-metragem estabelece uma simbiose perfeita e uma ligação muito particular com a Ilha de Moçambique, cuja paisagem singular, rica carga histórica e património arquitectónico inestimável moldam de forma indelével o ambiente visual, estético e simbólico de toda a narrativa.

A construção deste universo artístico contou com uma equipa de excelência, reunindo o próprio Sol de Carvalho e Mia Couto na elaboração do argumento, enquanto a direcção musical ficou entregue ao talentoso Stewart Sukuma, conferindo à película uma identidade sonora profundamente enraizada na cultura nacional.

Antes de regressar às origens, a produção percorreu com enorme sucesso um vasto circuito de festivais internacionais de cinema em vários países da África e da Europa, conquistando o reconhecimento da crítica e do público além-fronteiras. Agora, ao retornar ao território onde nasceu artisticamente, o filme proporciona um reencontro emocionante entre a criação artística e as comunidades locais.

O enredo de “O Ancoradouro do Tempo” conduz o espectador através da história de Izidine, um jovem inspector da polícia que é chamado para desempenhar uma missão complexa: investigar a misteriosa morte do director de um lar de idosos instalado nas instalações de uma antiga fortaleza colonial. Contudo, a investigação policial rapidamente abandona os moldes tradicionais e assume contornos profundamente inesperados quando todos os idosos residentes no lar se manifestam e confessam a autoria do crime. A partir desse momento intrigante, a narrativa envereda por uma reflexão filosófica e social multifacetada, tocando em questões cruciais como os labirintos da memória, o verdadeiro sentido da justiça e o peso intangível da história e do passado colonial.

Esse importante apoio financeiro e institucional concedido pela instituição bancária à exibição pública da película resulta de uma selecção rigorosa efectuada no âmbito da parceria de longa data estabelecida entre o Millennium bim e o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. Essa cooperação estratégica tem-se revelado fundamental para a promoção activa da cultura moçambicana e lusófona, estimulando de forma contínua o diálogo artístico pluridimensional e facilitando a circulação internacional e local de obras literárias, cinematográficas e dos seus respectivos criadores.

Rui Pedro, Presidente da Comissão Executiva do Millennium bim, fez questão de sublinhar o significado profundo e a emoção associada a este regresso cinematográfico ao território de origem: “Há um significado particular em apresentar este filme na Ilha de Moçambique. Depois de percorrer festivais internacionais, a obra chega ao público do território onde foi filmada, reunindo cinema, literatura e património num mesmo momento. Ao associarmo-nos a esta iniciativa, contribuímos para aproximar o público da criação moçambicana e para valorizar novas formas de contar Moçambique”, afirmou Rui Pedro.

Com esta acção, o Millennium bim reafirma o seu papel corporativo na valorização das indústrias criativas nacionais, provando que o investimento na cultura é um pilar essencial para o desenvolvimento identitário e social do país. A exibição na Ilha de Moçambique promete, assim, marcar a agenda cultural do mês de Setembro, oferecendo aos cidadãos e visitantes uma oportunidade imperdível de celebrar a história local através da sétima arte.

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