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Depois de uma primeira experiência em 2025, o evento The Funk Off está de volta. Trata-se de uma noite de celebração da cultura funk, soul, disco e R&B, marcado para 9 de Outubro, no Coconuts, em Maputo.
O evento prepara, agora, uma noite com uma proposta maior, levando mais artistas ao palco, acompanhados por uma banda mais alargada, num espectáculo pensado para transportar o público para as sonoridades dos anos 70.
Para Rui Soeiro, responsável pelo projecto, a primeira edição funcionou como uma espécie de teste ao mercado. Realizada num espaço de menor capacidade e numa noite em que Maputo acolhia outros grandes eventos, a resposta do público acabou por surpreender a organização. “Foi a cobaia que nós fizemos para testar o mercado e foi uma coisa que surpreendeu a todos”, explica.
A experiência reuniu perto de 500 pessoas e acabou por demonstrar, segundo Soeiro, que existia espaço para uma proposta centrada nestas sonoridades e numa experiência musical diferente. A segunda edição, assim, nasce não apenas como continuidade, mas como consequência directa dessa primeira experiência.
Este ano, a organização decidiu aumentar a escala do evento, com novo palco e novas atracções. Mas a mudança de espaço é apenas uma parte da transformação. O programa também foi ampliado, tanto em número de artistas como na duração do espectáculo principal.
A programação prevê mais de 25 músicas, interpretadas por mais de 15 artistas acompanhados pela El B Band, colectivo que terá um papel central no espectáculo, com uma formação que integra vários instrumentos, numa composição que procura recuperar a força e a textura das grandes formações associadas ao funk.
A proposta passa também pela curadoria musical. Para Soeiro, não se trata simplesmente de juntar artistas num mesmo palco, mas de construir uma experiência com uma identidade própria. “É um show para levar-te aos anos 70, aquele quando o funk era mesmo funk”, assegura.
Ao longo da noite, vão desfilar a classe artistas como Stewart Sukuma, Radjha Ally, Onésia Muholove, Xixel Langa, Flávio Lisboa, Hélio Beatz, Yolanda Kakana, Bhaka Yafole, Ras Haitrm, entre outros.
Para Rui Soeiro, uma das particularidades desta edição está precisamente na possibilidade de juntar artistas com percursos e experiências diferentes. Alguns já têm uma presença consolidada nos palcos nacionais e internacionais, enquanto outros terão neste evento uma oportunidade de se apresentar perante um público maior.
“Cada um vai trazer o mix do seu tempero, com uma caldeirada mesmo de um showcase de talento nacional”, resume.
A expectativa é reunir um público adulto e urbano, interessado em música, dança, cultura, moda e lifestyle. A organização pretende igualmente criar uma experiência que vá além da actuação musical, com cocktails, ambiente temático, espaços de convívio e momentos concebidos para aproximar o público da atmosfera do funk.



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