Despesas ultrapassam 511 mil milhões de meticais na proposta do PESOE 2027 com forte pressão da massa salarial

DESTAQUE ECONOMIA
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O Conselho de Ministros na sua 29º sessão ordinária, concluiu a apreciação da proposta de lei que aprova o Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) para 2027, colocando em evidência o volume expressivo das despesas públicas face às receitas que o país consegue arrecadar. O plano, que será submetido à Assembleia da República, revela que os gastos do Estado vão situar-se em patamares substancialmente elevados para acomodar o funcionamento da máquina administrativa e os compromissos de desenvolvimento socioeconómico.

De acordo com as projecções macroeconómicas apresentadas pelo Governo, as despesas do Estado e operações financeiras foram fixadas em aproximadamente 511 mil milhões de meticais, o equivalente a 28,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Em contrapartida, as receitas previstas cifram-se em cerca de 427 mil milhões de meticais (23,5% do PIB), gerando um défice orçamental de 83 mil milhões de meticais (4,6% do PIB).

Durante o habitual briefing, a estrutura dos gastos públicos e o peso esmagador das despesas correntes foram detalhados pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, que esclareceu a proporção que os salários absorvem dentro do orçamento destinado ao funcionamento do Estado.

 “Sobre o peso de salários, sob ponto de vista do recurso previsto para o funcionamento da administração pública, o peso salários rondam cerca de 60 a 70% do orçamento para o funcionamento,” disse Impissa.

O porta-voz do Governo salientou igualmente que, apesar da forte expressão dos gastos com o pessoal afecto aos serviços do Estado, a estratégia global do Executivo preserva margens vitais para impulsionar os investimentos públicos estruturantes, a assistência às comunidades e as frentes de inclusão socioeconómica previstas no Plano Quinquenal.

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