“Esperamos que a justiça seja feita”, diz ANAMOLA sobre julgamento de Venâncio Mondlane

DESTAQUE POLÍTICA
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O ANAMOLA expressou total confiança na absolvição de Venâncio Mondlane e exigiu transparência no julgamento do seu líder, acusado pelo Ministério Público de incitamento à violência, actos contra a segurança do Estado, desobediência e perturbação da ordem pública, em conexão com as manifestações e paralisações pós-eleitorais no país.

A posição do partido foi tornada pública durante uma conferência de imprensa realizada em Maputo, onde o Secretário-Geral do ANAMOLA abordou a preparação da formação política perante o processo judicial e rebateu as acusações lançadas contra o seu líder.

Apesar do Tribunal Supremo ter rejeitado o recurso sobre o julgamento ter que acontecer num espaço com maior capacidade o ANAMOLA garantiu que estará presente no local para acompanhar os trabalhos de perto.

“Estamos a nos preparar para irmos assistir ao julgamento naquela sala que o Tribunal Supremo está a disponibilizar. Nós queremos que as instituições funcionem de acordo com a lei. Daí que estamos a acompanhar de perto e esperamos que a justiça seja feita”, declarou o dirigente.

O representante partidário defendeu que a adesão popular aos protestos decorreu de forma livre e voluntária por parte da sociedade moçambicana, rejeitando qualquer narrativa de coerção ou incitamento forçado.

“O nosso presidente está a ser indiciado de ter incitado à violência, mas pelo que todos nós sabemos, cada um saiu da sua casa, cada um bateu as suas panelas, cada um fez por sua livre e espontânea vontade. Ouvimos alguém a dizer que as pessoas foram instruídas ou forçadas a assinar alguns documentos, isso não aconteceu”, reforçou.

Relativamente a uma eventual substituição de Venâncio Mondlane em caso de condenação, a direcção do ANAMOLA foi categórica ao afastar qualquer cenário de sucessão ou afastamento do líder partidário.

“Em nenhum momento é matéria de discussão nos nossos órgãos. Ele continua presidente do partido e vai continuar até após o julgamento. Ele tem um mandato de cinco anos depois da eleição em Nampula”, sublinhou.

O Secretário-Geral concluiu frisando a maturidade institucional da organização e manifestando inteira convicção no desfecho favorável do caso.

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