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Um novo relatório do Global Protection Cluster (GPC), mecanismo internacional de coordenação humanitária liderado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), divulgado em outubro de 2026, revela que cerca de 2,6 milhões de moçambicanos se encontram actualmente expostos a riscos graves de protecção.
O documento destaca o agravamento das condições humanitárias no país, onde mais da metade dos distritos avaliados já são considerados zonas de alto perigo, ou “hotspots”, expressão usada para classificar áreas onde se verifica a ocorrência simultânea de fenómenos de risco severos para população civil.
A situação em Moçambique é particularmente preocupante nas províncias do norte, com principal incidência em Cabo Delgado e Nampula.
O relatório indica que 53% dos distritos avaliados no país foram classificados como “hotspots”, registando múltiplas formas de violência e privação em níveis severos ou extremos.
Entre as principais ameaças identificadas nestas zonas críticas, destaca-se que 100% dos “hotspots” enfrentam restrições ilegítimas à liberdade de movimento e deslocação forçada, enquanto 90% registam níveis alarmantes de abduções e raptos, ataques contra civis e sofrimento psicossocial.
A nível global, o cenário de protecção continua a deteriorar-se, com o número estimado de pessoas expostas a riscos a atingir os 418 milhões em 22 operações humanitárias.
Adicionalmente, o relatório alerta que a forte contracção no financiamento humanitário tem reduzido drasticamente a capacidade de resposta das organizações no terreno, comprometendo a prestação de serviços essenciais, o apoio especializado e a protecção das populações mais vulneráveis.



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