PRM cria equipa conjunta para investigar desvio e venda de comida e promete responsabilizar os envolvidos

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O Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) veio a público reagir à denúncia veiculada pelo jornal Evidências, que desmascarou um esquema clandestino de desvio e comercialização de refeições institucionais destinadas aos agentes da lei e ordem. A comida, preparada com fundos do Estado, esta a ser vendida a civis por valores entre 30 e 70 meticais em diferentes pontos da capital.

Face à gravidade dos factos reportados na última edição do Evidências, o Comando-Geral da PRM emitiu um comunicado onde reconhece a “pertinência da denúncia ora apresentada” e garante ser do seu “maior interesse averiguar, com profundidade, os factos denunciados, identificar os envolvidos e responsabilizá-los”.

Para dar cumprimento a este compromisso, foi formalmente constituída uma equipa conjunta integrada pela Direcção de Informação e da Inspecção do Comando-Geral da PRM, encarregue de conduzir as diligências necessárias para apurar como funcionava a rede de distribuição informal.

A reacção institucional surge após o silêncio inicial demonstrado pelos porta-vozes da corporação aquando das primeiras abordagens da equipa de investigação do jornal.

Recorde-se que a investigação de campo do Evidências permitiu rastrear pontos de venda clandestinos em artérias estratégicas da capital, como na zona do Cemitério da Ronil e perto do Ministério do Interior.

No seu comunicado, o Comando-Geral da PRM encorajou a iniciativa do jornal Evidências e apelou à colaboração activa de todos os cidadãos na vigilância e denúncia de actos que “atentem contra o património público, a legalidade e o bom nome da corporação”, reiterando o compromisso com a promoção de uma conduta exemplar por parte dos seus membros.

 

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