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A Primeira-Ministra, Benvinda Levi, considera que o crescimento da procura pelo ensino privado em Moçambique não está necessariamente relacionado com a qualidade do ensino público, mas com a capacidade financeira e as opções disponíveis para os pais e encarregados de educação.
A governante falava à margem da IV Sessão Ordinária da Assembleia da República, onde reconheceu que a qualidade da educação continua a ser uma preocupação do Governo e da sociedade.
Questionada sobre as razões que levam cada vez mais famílias a procurar escolas privadas, Levi apontou a capacidade financeira como um dos factores que influenciam a escolha dos estabelecimentos de ensino.
“Quem tem mais recursos tem mais opções e pode optar por pôr a criança no sistema público, no sistema privado ou até fora do país. Penso que este não deve ser um problema como tal”, rematou.
Segundo Benvinda Levi, o Executivo tem desenvolvido actividades com vista ao reforço das competências dos professores, de modo a melhorar a prestação dos serviços educativos no país.
“A questão da qualidade da educação é um problema que nos preocupa como Governo e como sociedade. Ao nível da educação, temos desenvolvido algumas actividades visando capacitar melhor os professores, para que eles sejam as ferramentas necessárias para prestar melhores serviços aos cidadãos”, afirmou.
A Primeira-Ministra destacou, igualmente, o papel das instituições privadas na expansão da oferta educativa, considerando que o sistema público não consegue abranger toda a sociedade.
“Temos os subsistemas do ensino privado, portanto, está autorizado, e nós agradecemos aos cidadãos moçambicanos que enveredam também por criar escolas privadas, porque o sistema público não cobre toda a sociedade”, declarou.



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