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A marca de alta joalharia Mariaruby entrou oficialmente no mercado moçambicano. A iniciativa surge como uma resposta prática aos desafios de desenvolvimento económico e de agregação de valor às matérias-primas nacionais, alinhando-se às recentes reformas defendidas pelo Ministério dos Recursos Minerais e Energia.
O lançamento ecoou o posicionamento assumido dias antes em Nacala pelo Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Esteves Pale, durante a 8.ª edição da Feira Anual de Gemas e Metais Preciosos. Na ocasião, o governante reiterou a urgência de reformas estruturais no sector extractivo para travar a evasão de divisas provocada pela exportação de minerais em bruto e garantir que o valor acrescentado da lapidação, certificação e joalharia permaneça no território nacional.
Com presença em publicações de referência internacional como a revista Forbes, a Mariaruby materializou uma visão de soberania económica e retenção de valor, posicionando-se no cruzamento entre a riqueza geológica moçambicana e o luxo ético através da transformação e certificação internacional de pedras preciosas e metais nobres.
A visão da marca é liderada por Cheila Gomes, Fundadora e Directora Criativa, que conta com uma trajectória de doze anos no sector extractivo, incluindo oito anos à frente das Relações Públicas da maior mina de rubis do mundo em Moçambique. A empresária destacou a importância estratégica desta transição industrial:
“Adicionar valor aos nossos recursos minerais não é apenas uma meta macroeconómica, é uma questão de soberania e de dignidade económica nacional. Durante anos vi o valor das nossas pedras preciosas ser capturado fora das nossas fronteiras. A Mariaruby nasce para provar que é possível fixar este conhecimento em Moçambique, criar empregos qualificados para os nossos jovens e devolver ao país, em forma de arte e produto acabado, a riqueza da nossa terra”, disse.



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