Momade alerta FDS sobre as movimentações dos insurgentes em Mocímboa da Praia

DESTAQUE POLÍTICA

Depois de quase dois anos nas mãos dos grupos armados, a Vila de Mocímboa da Praia nos últimos dias é uma zona libertada.  Apesar dos avanços da força conjunta no teatro das operações, o líder da Renamo Ussufo Momade põe um travão na onda de euforia, instando as Forças de Defesa e Segurança a terem cuidado com as movimentações dos terroristas.

A força conjunta, composta pelas Forças de Defesa e Segurança e pelos militares ruandeses, continuam no encalço dos insurgentes na Vila do Mocímboa. A vila, tida num passado recente como o quartel general dos insurgentes, prepara-se para ser reabitada.

Entretanto, apoiando-se a sua experiência de guerra, o general Ussufo Momade lançou um alerta aos militares que se encontram no teatro das operações. “Eu fui guerrilheiro e sei que é preciso que o Estado moçambicano e as forças moçambicanas tenham muito cuidado com as movimentações dos grupos armados], porque quando um guerrilheiro abandona um sítio vai instalar-se num outro lugar”, Momade

À margem de uma visita de trabalho ao distrito de Marínguè, província de Sofala, o presidente da Resistencia Nacional de Moçambique declarou que “as Forças de Defesa e Segurança devem encarar o silêncio dos grupos armados, que sofreram desaires nas últimas semanas, com seriedade”. 

Ainda na sua intervenção, Ossufo Momade mostrou alguma desconfiança na forma em que foi recuperada a vila de Mocímboa da Praia, uma vez que os insurgentes não mostraram resistência. Aliás, o líder do maior partido da oposição considera que a retirada dos insurgentes pode ser estratégica o que, de certa forma, pode perigar as aspirações de Moçambique.

“Tem de haver reconhecimento da área para que se possam desalojar os rebeldes, em toda a zona norte do país”, alertou

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