Ndambi Guebuza: “cabe ao antigo ministro de Defesa e ao Comando Conjunto responder se o Estado teve prejuízos ou não…”

DESTAQUE POLÍTICA

Nesta terça – feira, 31 de Agosto, Armando Ndambi Guebuza regressou a Penitenciaria da Máxima Segurança para responder as perguntas da Ordem dos Advogados, órgão que processo-crime nº 18/2019-C, na condição de assistente, e dos advogados de defesa no julgamento das dívidas ocultas. Guebuza voltou a ser parco nas palavras, ou seja, apostou na frase “Não gostaria de responder essa pergunta, respondi ontem”. O réu voltou a falar do antigo ministro da Defesa e actual Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi.

Depois do ter respondido as perguntas lançadas pelo juiz Efigênio Baptista e do Ministério Público, na audição que ainda decorre na Penitenciaria de Máxima Segurança da Machava, arredores do Município da Matola, Província de Maputo, Armando Ndambi Guebuza voltou a cometer os erros cometidos na secção anterior, visto que em vez de dar respostas do que lhe foi questionado optou em lançar perguntas para a Ordem dos Advogados.

“O motivo da prisão é por causa das dívidas ocultas, mas estão a falar de Jatos, bebidas e viagens…? Questionou Ndambi Guebuza.

Para repor a ordem no tribunal, Efigênio Baptista voltou a dar uma aula sapiência ao réu. “Senhor Armando, não é necessário ser mal educado. Todo pai quando nasce filho, ele cresce e é educado. E uma das coisas que envergonha o pai é ver o filho mal educado. Não é necessário ser mal educado para fazer valer os seus direitos”, sentenciou Baptista

Questionado pela Ordem dos Advogados de Moçambique sobre a relevância de ter uma residência em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, Ndambi foi parco nas palavras. “Não existe nenhuma lei que proíbe ter um visto de residência num outro país. Não resiste nenhuma lei que proíba um moçambicano de ter residência lá”.

No que respeita as razões que o levaram o investimento da parceria supostamente assinada com Jean Boustani na África do Sul ao invés de Moçambique, Junior declarou que “para o tipo de parceria que firmamos não era viável aplicar na em Moçambique, era aplicar viável aplicar na África do Sul que funciona como satélite. É onde muitas multinacionais estão estabelecidas. A África do Sul tem minas e várias instituições. Boustani tem muitos investimentos e por isso preferimos fazer este tipo de investimento na África do Sul”.

Instado a falar dos prejuízos que Estado moçambicano teve com o escândalo das dívidas ocultas, Ndambi Guebuza sugeriu que a questão fosse respondida pelo actual Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi. “Não se digníssimo advogado, cabe ao antigo ministro da defesa, Filipe Nyusi e comando conjunto responder se o estado teve prejuízos ou não com a dívida.

Refira- se a Ordem dos Advogados de Moçambique solicitou a presença dos cidadãos arrolados nos autos para explicar a transferência dos valores nas suas contas.

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