Guebuza “íntima” Comando Operativo para prestar esclarecimentos sobre a contratação das dívidas ocultas 

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Armando Emílio Guebuza, que na altura da contratação das dívidas ocultas era Presidente da República, apresentou-se nesta quinta- feira, 17 de Fevereiro, na tenda da BO para contar a sua versão dos factos na condição de declarante. Perante ao Tribunal, Guebuza declarou que não participou no processo de emissão de garantias dada pelo Estado para as três empresas, deixando esclarecimentos sobre este assunto para o Comando Operativo.

A audição do antigo Chefe de Estado iniciou com o ligeiro atraso devido a problemas de corrente eléctrica na Penitenciária de Máxima Segurança. Às 11h30 Armando Emílio Guebuza começou a responder às perguntas do Juiz Efigenio Baptista.

Questionado sobre aprovação Projecto da Protecção da Zona Econômica Exclusiva e o seu envolvimento nas reuniões que terminaram com a aprovação da emissão das garantias dadas pelo Estado para a concepção das três empresas, Guebuza disse que não participou e  referiu que delegou o Comando Operativo, por sinal chefiado por Filipe Nyusi na qualidade de ministro da Defesa, para tratar do assunto.

“Eu trabalhei com o Comando Operativo e eles trouxeram as propostas. E esse trabalho foi feito com base na confiança. Fiz um despacho em que delegava o poder de negociação aos ministros da Defesa e do Interior e ao Director-Geral do SISE”, disse Guebuza para defender que Sistema Integrado de Monitoria e Protecção (SIMP) inclui as empresas ProIndicus, EMATUM e MAM.

Iskandar Safa, proprietário do Grupo Pinvivest, e o lobista Jean Boustani são dois nomes ligados às ilegalidades cometidas na contratação do financiamento das dívidas ocultas. No Tribunal, Guebuza declarou que Safa e Boustani “no momento em que se tratava da criação destas empresas, e falávamos. Sempre aparecia alguém no meu gabinete quando eu era Presidente da República e se a pessoa pudesse ajudar em algo eu falava com ela e coordenava”.

A representante do Ministério Público, Ana Sheila Marrengula, por sua vez, questionou o antigo Chefe de Estado de uma carta que consta nos autos que foi enviada por Iskandar Safa falando do financiamento do Projecto da Protecção da Zona Econômica Exclusiva, tendo o Guebuza mostrado que não tem memoria de elefante.

Teófilo Nhangumele quando foi chamado a contar a sua versão dos factos tornou público que teve uma reunião com o Presidente da República na qual apresentou o Projecto da Protecção da Zona Econômica Exclusiva. Entretanto, Armando Emilio Guebuza disse que só conheceu Nhangumele no Língamo.

“Não me lembro da reunião que orientei onde Nhangumele apresentou o parecer financeiro do projecto, porque só o conheci agora que está preso com o meu filho lá, no Língamo”, referiu

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