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A ministra da Justiça Assuntos Constitucionais e Religiosos, Helena Kida, defende que o estabelecimento das instituições do Estado deve ser acompanhado pelo processo de registos dos deslocados internos e o estágio das infraestruturas destruídas por ataques terroristas no sector da justiça, tendo para o efeito tornado público que o país vai realizar no corrente ano uma Conferência Internacional de Doadores para reconstrução de Cabo Delgado.
O regresso voluntário das populações em zonas afectadas pelo terrorismo, na província de Cabo Delgado constitui uma realidade apesar de persistir desafios ligados a implantação das infraestruturas do Estado para os cidadãos.
Helena Kida reconhece que a reconstrução e estabilização de Cabo Delgado depende da promoção das parcerias, daí que está previsto dentro do plano desse ano, numa data ainda por anunciar, a realização da Conferência Internacional de Doadores Para Reconstrução e Estabilização de Cabo Delgado.
A prioridade pela província de Cabo-Delgado deve-se ao facto da mobilização dos recursos dos parceiros e implementação do programa de estabilização imediata e recuperação da província.
A ministra da justiça que no acto da abertura da 52 sessão do Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas explicou que a promoção e proteção dos direitos humanos é um compromisso assumido pelo Governo, tendo sido alterados a lei da família e o Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado (EGFAE).
De igual modo, a proteção da criança foi reforçada com a aprovação da lei contra os níveis prematuras que proíbe na sua totalidade que menores se envolvam em uniões e prevendo-se molduras penais de 2 a 12 Nos de prisão para os infractores.
A temática sobre terrorismo e direitos humanos requerem, segundo Helena Kida, uma resposta transversal no combate às causas mais profundas da radicalização e o extremismo violento.
Para Kida a luta contra o fenômeno e suas causas carecem de mobilização dos esforços globais em respeito pelos direitos humanos, liberdades fundamentais e pelo estado de direito.
A governante reconhece ainda que o efeito adverso das mudanças climáticas impacta no gozo pleno efectivo dos direitos humanos para pessoas em situação de vulnerabilidade.



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