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Já se passaram seis dias desde o sequestro do presidente do partido Revolução Democrática (RD), Vitano Singano, ocorrido na tarde de quarta-feira, 02 de Julho, na Cidade da Beira, província de Sofala, e, até ao momento, a família não tem qualquer pista sobre o seu paradeiro e as autoridades mostram-se indiferentes.
Jossias Sixpansse – Beira
De acordo com relatos, o sequestro ocorreu pouco depois de Singano se despedir da família para tratar de assuntos pessoais. Por volta das 17h00 daquele dia, um mototaxista que o transportava informou à família que o líder político havia sido emboscado por indivíduos armados, que o forçaram a sair da motorizada e o arrastaram para uma viatura de cor preta nas imediações do cemitério de Santa Isabel, próximo à Shoprite.
Através de uma publicação feita nas redes sociais pelo seu advogado, o caso foi tornado público no mesmo dia. O Evidências contactou de imediato a família, que, visivelmente abalada, confirmou o sequestro e manifestou grande preocupação com a ausência de informações, mesmo após ter recorrido a várias esquadras e ao Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).
“Isso aconteceu por volta das 17h00, próximo da Shoprite, no corredor do cemitério de Santa Isabel. Já fomos a várias esquadras, mas até agora não temos nenhuma informação sobre o paradeiro dele, nem sequer há registo oficial do caso. Ele estava de mota, e os indivíduos apontaram uma arma ao txopelista”, relatou Alberto Singano, filho da vítima.
No fecho desta edição, Evidências voltou a contactar a família, que se mantém desesperada diante do silêncio das autoridades e da ausência de qualquer pista. Em breves declarações, a esposa de Vitano Singano lamentou a aparente indiferença das autoridades.
“Até hoje não temos nenhuma informação sobre o meu marido, e não sei onde está até agora”, disse indignada.
O desaparecimento de Vitano Singano acontece num contexto particularmente sensível: o País vive actualmente o processo do Diálogo Nacional Inclusivo, destinado à pacificação e reconciliação nacional. Além disso, o sequestro ocorre apenas alguns meses após o líder da RD ter sido libertado, após mais de seis meses de detenção.
Na ocasião, Singano foi indiciado por alegadamente tentar recrutar membros das Forças de Defesa e Segurança, bem como indivíduos com experiência militar, para assaltar instalações policiais e militares.



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