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Seis cidadãos mexicanos, apontados como líderes de um cartel de drogas que operava em Moçambique, encontram-se detidos em Gaborone, no Botsuana. Segundo os relatos, estes indivíduos seriam os responsáveis pela gestão de um laboratório de produção de estupefacientes em território moçambicano, utilizado para abastecer mercados ilícitos em vários países vizinhos da região.
Os indivíduos, com idades compreendidas entre os 26 e os 61 anos, foram capturados pelas autoridades locais a 25 de Novembro de 2025, após terem cruzado a fronteira de forma ilegal através de um ponto não oficial. Durante uma audiência realizada na última quarta-feira, 21 de Janeiro, os seis acusados declararam-se culpados da acusação de entrada ilegal no país, enquanto a situação de um cidadão nigeriano, detido no mesmo grupo, permanece pendente por falta de documentação.
De acordo com o Ministério Público do Botsuana, o grupo é procurado pela justiça moçambicana por acusações graves que incluem tráfico de drogas e organização criminosa. O procurador Keletso Kgati confirmou que decorrem diligências activas para a extradição dos suspeitos, conforme noticiou o jornal Mmegi.
A fuga para o Botsuana terá ocorrido após os suspeitos terem sido libertados sob caução em Moçambique, onde aguardavam julgamento pelas referidas actividades criminosas. Até ao momento, as autoridades de Maputo não emitiram um pronunciamento oficial sobre os detalhes logísticos ou a data prevista para a entrega dos detidos. O processo judicial em curso no Botsuana foca-se agora em validar os trâmites legais necessários para que os acusados regressem a Moçambique e respondam pelos crimes imputados.



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