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Moçambique registou 14.553 casos de violência baseada no género desde o ano de 2015, um volume que representa cerca de 39,9% de todas as ocorrências notificadas às autoridades competentes no País. Os dados revelam a dimensão de um problema estrutural que continua a ganhar novos contornos e a ameaçar a integridade física e social de milhares de cidadãs.
A informação foi divulgada esta sexta-feira, 31 de Julho, em Maputo, pela directora nacional do Género e Acção Social, Seana Daúd. A responsável advertiu que os números reflectem uma realidade em que a violência contra mulheres e raparigas permanece como um fenómeno grave, com impacto directo na paz social, na estabilidade das famílias, na saúde pública e no desenvolvimento sustentável da nação.
A intervenção ocorreu durante as celebrações do Dia da Mulher Pan-Africana, ocasião em que Seana Daúd sublinhou que a edificação de comunidades pacíficas passa obrigatoriamente pelo combate severo a este mal. Para a directora, é urgente reforçar as estratégias de prevenção, aperfeiçoar os circuitos de denúncia e encaminhamento, garantir a efectiva responsabilização penal dos agressores e prestar uma assistência integrada e contínua às vítimas e sobreviventes.
A responsável destacou igualmente o papel das redes comunitárias de mulheres espalhadas pelo território nacional. Segundo Seana Daúd, estas organizações locais têm sido fundamentais na identificação e neutralização de prevaricadores, desempenhando uma acção determinante na prevenção e travagem das uniões prematuras nas comunidades.



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