Governo confirma restrições na venda de combustíveis

DESTAQUE ECONOMIA
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O Governo admitiu, esta terça-feira, a existência de uma pressão crítica sobre o sistema de abastecimento de combustíveis no país, caracterizada por restrições de venda e o esgotamento de stocks em diversas bombas. O cenário, que se manifesta através de filas intermináveis e postos encerrados nas principais cidades, é reflexo direto da instabilidade no Médio Oriente, que tem condicionado as rotas de importação. O Governo confirmou que a situação é acompanhada diariamente, reconhecendo que a procura interna ultrapassou a capacidade logística imediata de reposição.

Durante a 10ª Sessão Ordinária, o Executivo assumiu que tem em sua posse relatórios detalhados sobre as limitações no terreno, mas atribuiu parte da escassez a uma corrida premente dos consumidores às bombas. Este comportamento, motivado pelo receio de um colapso no fornecimento, acelerou o consumo das reservas disponíveis.

O porta-voz do Conselho de Ministros, Salim Vala, sublinhou a gravidade do momento, entretanto, a pesar do reconhecimento da escassez, o Governo garantiu que ainda existem reservas estratégicas no país e que esforços diplomáticos estão em curso para assegurar a chegada de novas remessas de importação. A estratégia atual foca-se em gerir os stocks remanescentes para evitar a paragem de sectores vitais da economia. Valá reiterou que a profundidade da crise dependerá da duração do conflito internacional, mas assegurou que o acompanhamento é minucioso para evitar a escassez total.

Diferente da postura adoptada por outros países da região da SADC, Moçambique decidiu, por enquanto, manter os preços de venda ao público inalterados. O Executivo entende que um agravamento imediato nos preços, somado a escassez atual, teria um impacto insustentável sobre o custo de vida da população. No entanto, o Governo não descarta medidas futuras, caso a pressão externa se prolongue, mantendo todas as opções sob avaliação técnica e financeira.

O porta-voz apelou à serenidade dos cidadãos para evitar pressões adicionais sobre as bombas de combustível, garantindo que novas informações serão partilhadas assim que as negociações internacionais e as operações de logística interna permitirem a normalização do fluxo de abastecimento em todo o território nacional.

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