Share this
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) realizou, esta quarta-feira, uma operação de busca e apreensão num estabelecimento prisional de máxima segurança em Maputo (B.O), que culminou na retirada de mais de 90 telemóveis de circulação. A intervenção surge na sequência de investigações que identificaram a referida unidade prisional como o centro de uma rede de burlas informáticas que tem afectado diversas vítimas em todo o território nacional.
A operação, visou especificamente o combate ao crime cibernético e ao uso ilícito de dispositivos electrónicos no interior das celas, os famosos ” aquele valor, manda para esse número”. O porta-voz do SERNIC, Hilário Lole, justificou a acção ao explicar a natureza das suspeitas que recaem sobre o local.
“As investigações apontam para a cadeia como o epicentro destes crimes, razão pela qual estamos aqui,” esclareceu o responsável.
Durante a revista a mais de 100 reclusos, as autoridades encontraram, além dos aparelhos de comunicação e dos respectivos carregadores, diversos outros artigos proibidos, incluindo tabaco e canábis.
A entrada destes equipamentos no estabelecimento prisional levanta sérias suspeitas de falhas na segurança interna, pelo que o SERNIC não descarta o envolvimento de guardas ou funcionários prisionais nos esquemas. Hilário Lole assegurou que as autoridades levarão as investigações até às últimas consequências. Os funcionários que se prove terem facilitado a entrada do material poderão enfrentar processos disciplinares e criminais.
“Todos os que forem encontrados na posse destes objectos estarão sujeitos a sanções internas e serão feitos esforços para identificar os cidadãos que facilitaram a entrada destes itens nas celas,” afirmou.
Com o intuito de travar o aumento de esquemas de burla digital, como a clonagem de perfis em redes sociais, o SERNIC anunciou que as operações de busca a dispositivos electrónicos serão alargadas a outras cadeias da capital e do resto do país. A medida pretende desmantelar as infraestruturas de comunicação ilegais que permitem aos reclusos perpetuar actividades criminosas a partir do interior das unidades prisionais, reforçando a segurança e a ordem no sistema prisional moçambicano.



Facebook Comments