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Estão agendadas duas novas subidas obrigatórias nos preços dos combustíveis, programadas para os dias 18 de Junho e 18 de Julho. A informação indica que a primeira actualização terá um impacto financeiro severo sobre os consumidores. O agravamento tornou-se inevitável após esgotar-se a estratégia de contenção do Executivo, que já não consegue reter a pressão em alta do mercado internacional de petróleo e a asfixia financeira registada pelo sector privado nacional.
Na última revisão tarifária operada no mês de Maio, o Governo travou a proposta inicial das gasolineiras, que exigiam um aumento imediato de 40,00 meticais por litro para estancar os prejuízos com a importação de mercadoria. A intenção original do Executivo consistia em desdobrar e diluir esse montante global em actualizações graduais e suaves ao longo do tempo. No entanto, o agravamento diário das perdas das distribuidoras inviabilizou um ritmo de ajustamento mais lento e compassado.
Face ao risco iminente de uma crise de desabastecimento público de combustíveis no país, o Ministério dos Recursos Minerais e Energia, viu-se obrigado a acelerar o calendário de revisões. O ajuste impositivo agendado para o dia 18 de Junho absorverá uma parcela considerável das exigências financeiras dos operadores privados, visando garantir a continuidade do fornecimento regular e a estabilidade das cadeias de abastecimento nacionais.



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