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O Ministro da Saúde, Ussene Isse, presidiu a abertura oficial da reunião científica comemorativa dos 25 anos do Instituto do Coração (ICOR), enaltecendo a trajectória e o profundo compromisso humanitário da instituição na consolidação da cirurgia cardíaca em Moçambique. O governante sublinhou que a cooperação e a mobilização de sinergias institucionais respondem directamente à necessidade de fortificar a assistência médica nacional. O governante expressou o orgulho do Executivo face às mais de 3.000 cirurgias de coração aberto realizadas gratuitamente em crianças provenientes de famílias vulneráveis, um feito que não só salvou vidas, mas também gerou uma redução drástica nos custos que o país enfrentaria com transferências médicas para o estrangeiro.
A par das celebrações, o titular da pasta da Saúde aproveitou o fórum médico para lançar um alerta sobre a subnotificação e o avanço silencioso de patologias como a hipertensão arterial, apontada no encontro como a principal causa de doenças coronárias e estenose mitral no país. O ministro sustentou que a transição demográfica e epidemiológica contemporânea impõe uma pressão acrescida sobre a rede pública, reforçando que os cuidados de saúde primários devem permanecer como o pilar estrutural do Sistema Nacional de Saúde.
Adicionalmente, Ussene Isse defendeu a urgência de expandir a formação de especialistas nacionais e exortou os gestores do ICOR a buscarem a certificação internacional de qualidade ISO, capitalizando a transferência de competências deixada por cirurgiões de renome mundial.
O ministro apelou para a humanização dos serviços e alertou sobre novos riscos globais, como a resistência antimicrobiana, que já ameaça a eficácia dos tratamentos clínicos modernos. O governante instou os investigadores seniores a combaterem o individualismo na comunidade médica, promovendo a capacitação contínua das novas gerações para garantir a resiliência e a sustentabilidade a longo prazo das especialidades complexas em solo nacional.
Ao analisar a discrepância entre as estatísticas oficiais e a prevalência real das doenças cardiovasculares nas comunidades, o Ministro Ussene Isse partilhou dados de rastreios recentes e enfatizou a dimensão do desafio preventivo:
“Acho que os números que estão apresentados não são a verdade. Nós já fizemos uma feira de saúde numa zona e quase que 90% das pessoas já eram hipertensas e elas não sabiam. Por isso, temos um desafio desta transição de doenças no mundo,” revelou
Ao concluir a sua intervenção, o governante criticou as tendências de isolamento e falta de solidariedade no ecossistema global da saúde, definindo o principal obstáculo moral da actualidade.



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