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- Gestão rigorosa permite recuperar reservas da albufeira após seca histórica
- Produção cresce 13% face ao primeiro semestre de 2025 e supera em 10% o plano de produção
- Albufeira recupera de um mínimo de cerca de 20% em 2025, atingindo um máximo de 56% em 2026
- Reforçada a segurança energética de Moçambique e da África Austral
A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) superou as metas de produção de energia no primeiro semestre de 2026, ao gerar 6.399,02 GWh de electricidade, um volume 13% superior ao registado no mesmo período do ano passado e cerca de 10% acima do previsto. O desempenho operacional permitiu à empresa arrecadar receitas na ordem de 263 milhões de dólares (USD), consolidando a sua posição como uma das principais produtoras independentes de energia hidroeléctrica da África Austral.
Evidências
De acordo com a empresa, o desempenho foi alcançado através de uma estratégia de exploração e operação baseada numa gestão criteriosa dos recursos hídricos, que permitiu conciliar o aumento da produção de energia com a recuperação das reservas da Albufeira de Cahora Bassa, reforçando a sustentabilidade da operação e a segurança energética.
Segundo o PCA (Presidente do Conselho de Administração da HCB) da empresa, Tomás Matola, este resultado assinala uma mudança significativa após dois anos hidrológicos consecutivos marcados por seca severa e cria condições para um levantamento gradual das restrições operacionais em vigor desde Julho de 2024.
“Dados ainda por auditar indicam que as receitas da HCB atingiram cerca de 263 milhões de dólares americanos e um resultado líquido acima de 115 milhões de dólares americanos, num cenário de zero acidentes de trabalho. Estes resultados demonstram a capacidade da empresa de responder aos desafios operacionais, preservando simultaneamente a sustentabilidade dos recursos hídricos. Assim, o desempenho alcançado reflecte a conjugação de condições hidrológicas mais favoráveis, de uma gestão operacional rigorosa, do reforço dos programas de engenharia e de manutenção e da dedicação dos nossos colaboradores. Produzir mais energia, enquanto recuperamos as reservas estratégicas da Albufeira, revela a capacidade da HCB de garantir um fornecimento de energia fiável, o que vai ao encontro da nossa visão para o futuro da HCB, em que, até 2034, a empresa esteja consolidada como uma referência incontornável no sector energético, contribuindo, deste modo, para a estabilidade energética de Moçambique e da região”, afirmou Tomás Matola.
Por outro lado, as condições hidrológicas mais favoráveis verificadas na Bacia do Zambeze, particularmente na bacia própria de Cahora Bassa, associadas às medidas de gestão operacional, de engenharia e de manutenção implementadas pela empresa, contribuíram para uma recuperação significativa da capacidade de armazenamento da Albufeira.
Entre Janeiro e o final de Junho, o armazenamento de HCB aumentou cerca de 35 pontos percentuais, passando do mínimo histórico de aproximadamente 20% para um máximo de 56%, o que corresponde à cota de 316,22 metros.
O desempenho operacional da HCB continuou igualmente a reflectir-se na dinâmica do mercado de capitais. No primeiro semestre de 2026, as acções da empresa negociadas na Bolsa de Valores de Moçambique atingiram uma cotação máxima de 3,00 meticais por acção, tendo sido transaccionadas cerca de 27.538.315 acções, correspondentes a um volume financeiro aproximado de 80,5 milhões de meticais.
Investimentos reforçam impacto social em Tete
Paralelamente à actividade de produção de energia, a HCB prossegue a implementação de projectos estruturantes na província de Tete, no âmbito da sua estratégia de desenvolvimento territorial.
Entre as principais iniciativas destacam-se a reabilitação da Estrada Nacional n.º 301, numa extensão de 112 quilómetros, entre Matambo e Maroeira; a construção e apetrechamento do Hospital Distrital de Cahora Bassa, que deverá servir os distritos de Cahora Bassa, Changara, Marávia, Mágoe e Marara; a implementação do Projecto Transformar, orientado para o desenvolvimento de infra-estruturas e sistemas sustentáveis de produção agrícola e pecuária; e a Iniciativa de Desenvolvimento da Economia Local, destinada a estimular o empreendedorismo e criar empresas locais que passarão a prestar serviços à hidroeléctrica.
Com estes resultados, a HCB consolida a sua posição como uma das maiores produtoras independentes de energia hidroeléctrica da África Austral, reforçando o seu contributo para a estabilidade do sistema eléctrico nacional, o abastecimento energético da região e o desenvolvimento socioeconómico das comunidades onde opera.



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