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A concretização das metas de conteúdo local, a contratação de mão-de-obra moçambicana e o fortalecimento de fornecedores nacionais no projecto Rovuma LNG exigem uma articulação transparente entre a operadora, o Governo, a sociedade civil e os líderes comunitários, dependendo o sucesso destas intervenções da clareza sobre os papéis e responsabilidades de cada instituição. A posição foi defendida esta quarta-feira, pela gestora socioeconómica da ExxonMobil Moçambique E&A, Lucy Jason, durante um debate promovido pelo Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD) sobre as implicações e perspectivas da retoma dos projectos de gás na Bacia do Rovuma.
A representante da petrolífera norte-americana, responsável pelo projecto concebido para produzir mais de 18 milhões de toneladas anuais de GNL, explicou que a empresa adopta uma abordagem de desenvolvimento económico local estruturada em três eixos principais: a capacitação e utilização da força de trabalho nacional, o desenvolvimento de fornecedores locais e o investimento integrado nas comunidades, com foco principal no distrito de Palma e na província de Cabo Delgado.
“Para podermos colaborar e interagir de forma eficaz com todos os outros intervenientes, precisamos de um objectivo comum, colaboração e clareza sobre os papéis e responsabilidades de cada um. Eu sei muito especificamente qual é o meu papel enquanto representante de uma empresa que respeita os direitos humanos, mas isso também significa que todos os outros precisam de compreender e ser capazes de explicar claramente as suas próprias funções”, afirmou Lucy Jason.
Durante a sua intervenção, a responsável sublinhou ainda que a actuação da ExxonMobil assenta no cumprimento de padrões internacionais de gestão socioeconómica e de salvaguarda dos direitos humanos, aplicados de forma uniforme nas suas operações globais. Esse modelo inclui a identificação e avaliação prévia de riscos socioambientais para a implementação de medidas de mitigação, além do estabelecimento de mecanismos acessíveis de diálogo e de gestão de reclamações para as populações locais.
“Garantir que compreendemos quais podem ser os potenciais impactos dos tipos de projectos que desenvolvemos sobre as nossas comunidades é o que nos permite estabelecer as medidas de mitigação adequadas e gerir quaisquer potenciais impactos negativos, mas também maximizar e reforçar os impactos positivos que possamos gerar”, reforçou a gestora socioeconómica.



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