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A Embaixada de Israel em Angola, principal representação diplomática da região da África Subsaariana apelou, esta quarta-feira, à comunidade internacional para adoptar uma abordagem que considera “equilibrada e sem selectividades” em relação ao conflito no Médio Oriente, ao assinalar o terceiro aniversário dos ataques de 7 de Outubro de 2023.
Num comunicado divulgado, esta quarta-feira, a representação diplomática israelita recorda o ataque ocorrido durante o Simchat Torah e o Shabat, que, segundo Israel, provocou cerca de 1.200 mortos e terminou com o sequestro de 251 pessoas, levadas para a Faixa de Gaza.
Israel classifica os acontecimentos como o maior massacre contra judeus num único dia desde a criação do Estado de Israel e acusa o Hamas e a Jihad Islâmica de terem estado na linha da frente da ofensiva.
A embaixada afirma ainda que os reféns foram submetidos a maus-tratos, tortura e privações durante o período em cativeiro. Do lado israelita, o comunicado contabiliza igualmente 1.318 membros das Forças de Defesa de Israel mortos desde o início do conflito.
Três anos depois do ataque, Israel sustenta que a resposta militar continua enquadrada no direito internacional e no direito à legítima defesa. Segundo a posição expressa pela embaixada, o objectivo passa pelo desmantelamento das estruturas consideradas terroristas e pela neutralização das ameaças regionais que Israel atribui ao regime iraniano e aos seus aliados.
A posição surge num contexto em que Israel continua a enfrentar forte pressão internacional sobre a condução das operações militares em Gaza, Líbano e no Irão, com grande impacto na população civil palestiniana, libanesa, iraniana e do resto do globo por causa da alta de preços provocada pelo encerramento do Estreito de Hormuz.
Refira-se que em Agosto passado, uma delegação de jornalistas dos países africanos de língua oficial portuguesa, incluindo Moçambique, esteve em Israel no âmbito de um programa de intercâmbio que permitiu conhecer diferentes dimensões da realidade israelita, incluindo a história e os impactos dos ataques de 7 de Outubro de 2023.
Durante a visita, os jornalistas estiveram no local onde decorria o Festival Nova, nas proximidades do kibutz Re’im, um dos pontos atingidos pelos ataques. O espaço transformou-se num local de memória das vítimas, com fotografias, nomes e outros elementos de homenagem às pessoas que morreram naquele dia.
A delegação visitou igualmente o local onde foram concentrados centenas de veículos destruídos durante os ataques. Os carros, muitos deles queimados, perfurados por balas ou severamente danificados, foram reunidos depois do ataque para permitir a remoção dos destroços das estradas e apoiar o trabalho de identificação das vítimas.
A passagem por estes locais permitiu aos jornalistas observar directamente alguns dos vestígios materiais deixados pelo 7 de Outubro, numa altura em que Israel assinala três anos desde o ataque que desencadeou a actual guerra no Médio Oriente.



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