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O Presidente da Renamo, Ossufo Momade, reiterou que não vai concorrer à sua própria sucessão na liderança do partido, afastando, assim, a possibilidade de disputar a presidência da formação política no próximo processo de escolha da liderança.
O anúncio foi feito em Maputo, durante a ocasião da celebração dos 34 anos do Acordo Geral de Paz, assinado a 4 de Outubro de 1992, em Roma.
“Não vou. Agora ninguém pode fazer guerra de que ‘vamos tirar Ossufo, vamos tirar Ossufo’. Não é nada disso. Não vou-me candidatar, vou deixar os outros também para que possam concorrer, para ganhar dentro do congresso”, afirmou Ossufo Momade.
O líder da Renamo defendeu ainda que o processo de sucessão deve decorrer dentro das regras democráticas do partido, rejeitando qualquer tentativa de “assalto ao poder” e garantindo que os membros que reúnam os requisitos devem ter espaço para apresentar as suas candidaturas.
“Ninguém pode trabalhar para assaltar o poder porque não existe esse vocabulário dentro do nosso partido. Nós trouxemos a democracia e temos que fazer acontecer essa democracia. Quem quer concorrer vai concorrer. Ninguém vai ser proibido, basta criar mecanismos e reunir os requisitos”, declarou.
A posição de Ossufo Momade surge numa altura em que a Renamo se prepara para reunir o seu Conselho Nacional, agendado para os dias 21 e 22 de Outubro, em Maputo.
A reunião acontece num contexto de crise interna no principal partido da oposição, marcado por divergências sobre a liderança e pelo debate em torno do futuro da organização, tornando a sucessão de Ossufo Momade um dos temas de maior interesse no actual momento político da RENAMO.



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