BRILHO fecha ciclo de sete anos com mais de 4,8 milhões de moçambicanos beneficiados

DESTAQUE ECONOMIA
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O Programa BRILHO celebrou oficialmente o encerramento de sete anos de implementação em Moçambique, deixando como legado a consolidação de um mercado de energia fora da rede que já garantiu o acesso a soluções energéticas limpas, acessíveis e sustentáveis a mais de 4,8 milhões de cidadãos no país. Financiada pelos Governos do Reino Unido e da Suécia e executada pela organização internacional SNV desde 2019, a iniciativa promoveu investimentos privados, fortaleceu empresas do sector e expandiu a distribuição de sistemas solares domésticos, mini-redes e tecnologias de uso produtivo de energia em áreas rurais.

Evidências

A cerimónia que assinalou o término do programa reuniu em Maputo representantes do Governo de Moçambique, parceiros de desenvolvimento e agentes do sector privado para reflectir sobre os resultados alcançados e os desafios futuros do acesso universal à energia.

Intervindo no evento, o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estevão Pale, destacou os avanços estruturais registados no sector elétrico nacional e o impacto decisivo da cooperação internacional na expansão do acesso à eletricidade, apontando que a taxa de acesso global no país se situa actualmente em 68,3%.

“O programa Brilho demonstrou que, através de uma visão partilhada de instituições comprometidas, parceiros de confiança e um sector privado dinâmico e resiliente, é possível levar energia limpa às comunidades que mais carecem”, disse.

Durante o ciclo de funcionamento, a iniciativa viabilizou a distribuição de mais de 950 mil tecnologias de energia limpa, mobilizou 59 milhões de libras em investimento privado, apoiou a criação de mais de 2.600 postos de trabalho e evitou a emissão de 1,6 milhões de toneladas de dióxido de carbono. Paralelamente, o programa contribuiu para o fortalecimento do quadro regulatório e impulsionou a inclusão social, registando 44% de mulheres em cargos técnicos e de liderança nas empresas apoiadas.

“O verdadeiro legado do BRILHO é um mercado capaz de continuar a gerar impacto durante muitos anos, muito depois do encerramento do programa. Milhões de moçambicanos ainda necessitam de acesso fiável e acessível à energia, e as fundações construídas criam uma oportunidade real para expandir soluções e acelerar esse acesso em todo o país”, afirmou a Alto-Comissária Britânica em Moçambique, Helen Lewis.

Por seu turno, o embaixador do Reino da Suécia em Moçambique, Andrés Jato, enalteceu as transformações directas proporcionadas pelo programa na vida quotidiana e no desenvolvimento económico das comunidades locais.

“Com o BRILHO, cerca de cinco milhões de pessoas em Moçambique passaram a ter acesso a energias limpas. Por trás deste número estão crianças que estudam à noite, famílias que cozinham com menos fumo e pequenos negócios que crescem. Este resultado mostra o que se alcança quando se trabalha em conjunto. O BRILHO conclui uma etapa, mas a Suécia continua com iniciativas no sector da energia”, disse.

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