ANAMOLA aprova estatutos e reafirma liderança de Venâncio Mondlane após I Convenção Extraordinária

DESTAQUE POLÍTICA
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O partido ANAMOLA anunciou a aprovação integral dos seus estatutos, a adopção das resoluções internas pendentes e a manutenção de Venâncio Mondlane na presidência da organização. No balanço da I Convenção Nacional Extraordinária, realizada no último sábado, em Maputo, em formato híbrido, com a participação de mais de 400 delegados, o porta-voz do partido, Alberto Manhique, destacou a consolidação do quadro normativo e institucional da formação política. Na mesma ocasião, denunciou episódios de perturbação das actividades partidárias, restrições administrativas e actos de violência contra os seus membros nas províncias de Gaza e Inhambane.

Luísa Muhambe

No balanço dos trabalhos da I Convenção Nacional Extraordinária, o porta-voz do ANAMOLA, Alberto Manhique, destacou a aprovação dos instrumentos normativos internos, a adopção de novas orientações políticas e o reforço dos mecanismos de representação do partido a nível nacional e internacional.

“Durante os trabalhos realizados, foram aprovados na íntegra os estatutos do partido ANAMOLA e as resoluções da Convenção Extraordinária”, afirmou.

Paralelamente à consolidação institucional, a direcção do ANAMOLA denunciou episódios de perturbação e intimidação registados durante as actividades partidárias. Na cidade de Xai-Xai, província de Gaza, uma reunião que decorria no complexo Badoxa Bar teria sido interrompida por um grupo de indivíduos alegadamente ligados à Frelimo, que se deslocavam numa viatura supostamente afecta ao Conselho Municipal.

No local, segundo o partido, os organizadores identificaram um pneu com combustível e plásticos, alegadamente preparados para serem queimados. Perante a situação, o ANAMOLA accionou a Polícia da República de Moçambique (PRM) e exigiu a abertura de um inquérito imparcial para apurar as circunstâncias da ocorrência, as eventuais responsabilidades dos envolvidos e o possível uso de recursos públicos na perturbação da actividade partidária.

Na província de Inhambane, o partido denunciou a proibição administrativa de uma reunião no distrito de Inhassoro, por despacho do administrador local. A situação teria obrigado os organizadores a transferir a actividade para outro local, reservado por razões de segurança.

A estas ocorrências, o ANAMOLA juntou o incêndio registado na residência do seu coordenador no povoado de Massava, distrito de Zavala, também em Inhambane. Perante os casos denunciados, a formação política reafirmou o direito constitucional de reunião e associação, apelando à intervenção célere e imparcial das autoridades para garantir o livre exercício da actividade política.

“As ocorrências de Gaza e de Inhambane exigem esclarecimento, transparência e responsabilidade. O nosso objectivo não é substituir as autoridades na investigação dos factos, mas assegurar que as ocorrências sejam devidamente esclarecidas e que os direitos de todos sejam respeitados. Consideramos fundamental que sejam apuradas as circunstâncias da perturbação dos trabalhos partidários em Xai-Xai”, exigiu Manhique.

A apresentação à imprensa serviu igualmente para anunciar o lançamento de obras literárias produzidas pelo partido ao longo do último ano, com destaque para uma publicação dedicada à análise da violência política e dos direitos humanos em Moçambique, intitulada Uma Democracia Sangrenta, editada em três línguas: português, inglês e francês.

A dimensão internacional e a inserção do ANAMOLA em redes de cooperação global também fizeram parte dos assuntos apresentados aos jornalistas, tendo o partido anunciado a intenção de formalizar parcerias estratégicas com organizações estrangeiras.

No plano orgânico e directivo, a formação política reafirmou a coesão interna em torno de Venâncio Mondlane, reiterando a sua permanência na presidência do partido.

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