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O Executivo aprovou a criação de dois comités interministeriais com o objectivo estratégico de acompanhar e assegurar o desenvolvimento célere e articulado dos projectos de exploração de gás natural na bacia do Rovuma, localizada na província de Cabo Delgado. A decisão, tomada esta terça-feira durante o Conselho de Ministros, foca-se na coordenação do Plano de Desenvolvimento da Área 1 e na criação de um órgão similar para a Área 4, ambos situados naquela que é considerada uma das maiores reservas de gás do mundo.
Segundo o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, estes novos comités terão como missão específica “acompanhar e assegurar a avaliação célere e articulada das emendas aos planos de desenvolvimento dos projectos Mozambique LNG, na Área 1, e Rovuma LNG, na Área 4”.
A fundamentação para a criação destas estruturas de coordenação assenta na relevância económica e no impacto que estas iniciativas terão nas futuras receitas públicas de Moçambique. O Governo justifica a medida pela magnitude dos investimentos envolvidos, que são vistos como motores fundamentais para a dinamização da economia nacional e para o reforço do conteúdo local, consolidando a posição do País no mercado global de energia.
“ A iniciativa justifica-se pela dimensão financeira e estratégica destes dois projectos que são estruturantes”, disse Impissa, reforçando que o fornecimento de gás natural liquefeito desempenha um papel determinante no crescimento económico e no posicionamento internacional de Moçambique.
Actualmente, a bacia do Rovuma acolhe três megaprojectos de grande escala que são essenciais para este panorama. Na península de Afungi, o projecto da Área 1, liderado pela francesa TotalEnergies, tem uma capacidade de produção prevista de 13 milhões de toneladas por ano e encontra-se em fase de retoma operacional. Paralelamente, o projecto Rovuma LNG na Área 4, sob a liderança da norte-americana ExxonMobil, prevê uma produção de 18 milhões de toneladas anuais, aguardando ainda a decisão final de investimento.
Em águas ultraprofundas, o consórcio liderado pela italiana Eni já opera desde 2022 através da unidade flutuante Coral Sul, estando já em preparação a segunda unidade, denominada Coral Norte, com início de produção previsto para 2028.



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