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O apelo lançado este sábado pelo Presidente da República em defesa da protecção integral da criança remete para uma realidade que continua a ocupar lugar central entre os desafios sociais de Moçambique. Apesar dos progressos registados nas últimas décadas em áreas como educação e saúde, milhares de crianças permanecem expostas a situações de vulnerabilidade associadas à pobreza, abandono escolar, trabalho infantil e limitações no acesso a serviços básicos.
Foi neste contexto que Daniel Chapo aproveitou o encerramento da Quinzena da Criança para defender uma maior mobilização da sociedade em torno da infância. A mensagem presidencial procurou sublinhar que a responsabilidade pela protecção das crianças não se esgota nas instituições públicas, dependendo igualmente da participação activa das famílias, das comunidades e das organizações que intervêm no sector social.
A cerimónia realizada na Ponta Vermelha reuniu crianças oriundas de diferentes instituições e serviu como plataforma para destacar o papel desempenhado por educadores, voluntários e profissionais que trabalham diariamente com menores em diversas regiões do país.
Ao evocar a importância estratégica da infância para o desenvolvimento nacional, o Presidente retomou uma linha de pensamento presente desde os primeiros anos da independência: a convicção de que as oportunidades oferecidas às crianças influenciam directamente a capacidade de um país construir melhores condições económicas, sociais e humanas nas gerações futuras.



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