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A Primeira-Ministra, Benvinda Levi, defendeu a necessidade de adaptar e fortalecer o poder executivo para responder às reais necessidades dos cidadãos, durante a abertura do simpósio comemorativo dos 40 anos da criação do cargo de Primeiro-Ministro e do respetivo Gabinete. O evento, que decorreu esta sexta-feira, 14 de Agosto e contou com a presença do Presidente da República, Daniel Chapo, assinala a efeméride da institucionalização do cargo, ocorrida a 25 de Julho de 1986, marcando quatro décadas de evolução na coordenação governamental do país.
Durante a sua intervenção inicial, a governante sublinhou que a celebração da data ultrapassa a mera passagem do tempo, devendo servir para questionar o percurso histórico e perspetivar o futuro da governação. Benvinda Levi enfatizou a importância do impacto direto da ação governativa na vida da população, apontando que a utilidade dos órgãos do Estado reside na sua capacidade de resposta.
“As instituições só fazem sentido quando servem as pessoas. E o verdadeiro valor do cargo de Primeiro-Ministro e do seu Gabinete mede-se pela sua capacidade de contribuir para um Governo mais coordenado, mais articulado, mais próximo dos cidadãos e mais eficaz na resposta às suas aspirações”, declarou a Primeira-Ministra.
O simpósio reuniu várias personalidades do panorama político e académico, articulando-se em painéis temáticos dedicados à génese da figura do Primeiro-Ministro, ao seu papel na articulação das ações governamentais e aos desafios do desenvolvimento institucional. Entre os prelectores destacados estiveram o Professor Óscar Monteiro e os Doutores Aires Ali, Adriano Maleiane e Inocêncio Impissa, ao passo que as reflexões do antigo Primeiro-Ministro Carlos Agostinho do Rosário foram partilhadas por escrito. Durante o encontro, foram igualmente homenageados os antigos titulares do cargo já falecidos, designadamente Mário Machungo, Pascoal Mocumbi e Luísa Dias Diogo.
Ao encerrar as suas notas, a governante reforçou o dever ético de manter o ecossistema institucional focado nos interesses nacionais.
“Celebrar 40 anos é reconhecer o caminho feito, mas é também renovar um compromisso: o compromisso de fazer das nossas instituições instrumentos cada vez mais fortes ao serviço do povo, da boa governação e da construção de um Moçambique melhor”, concluiu Levi.



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