Joaquim Chissano representa Moçambique na investidura do Presidente do Congo

POLÍTICA
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O antigo Presidente de Moçambique, Joaquim Alberto Chissano, representou o Chefe de Estado moçambicano, Daniel Francisco Chapo, na cerimónia de tomada de posse e investidura do Presidente da República do Congo, Denis Sassou Nguesso, em Brazzaville. O evento, que celebrou a reeleição de Nguesso após a vitória nas eleições presidenciais de 15 de março de 2026, reuniu mais de 12 Chefes de Estado e cerca de 50 delegações de alto nível no Estádio da Concórdia, em Kintele, perante uma assistência de 60 mil pessoas, contando também com a presença da ministra dos Combatentes de Moçambique, Janete Nyelete Mondlane.

Antes da investidura oficial, Joaquim Chissano foi recebido pelo Presidente Denis Sassou Nguesso no seu gabinete de trabalho, onde decorreu uma troca de impressões sobre temas políticos, económicos, diplomáticos, sociais e culturais. Na ocasião, o antigo estadista moçambicano entregou uma carta enviada por Daniel Chapo em nome de Moçambique e do povo moçambicano.

Durante o seu discurso, Chissano felicitou o homólogo congolês pela sua expressiva vitória, assegurando que “os dois países continuarão a fortalecer a sua cooperação, inclusive nos setores do gás e do petróleo e, em outras áreas de interesse comum”.

No seu pronunciamento de investidura, Denis Sassou Nguesso destacou a importância do exercício democrático.

“reunimo-nos para exaltar, através desta cerimónia de investidura, a grande sabedoria do nosso povo no exercício da democracia. Ao concederem os seus votos, os congoleses fizeram a escolha da experiência, da responsabilidade, da estabilidade e da continuidade,” disse.

Nguesso reafirmou o seu compromisso com o projeto “A Aceleração da Marcha Rumo ao Desenvolvimento”, enfatizando que, na nova governação, dará especial atenção à construção de um Congo unido, ambicioso, inovador e próspero através de dez ações prioritárias.

O estadista congolês delineou planos para reforçar a vocação do país como um centro de trânsito regional, mencionando investimentos em infraestruturas estratégicas, como a ponte ligando Brazzaville a Kinshasa e a modernização do Caminho de Ferro Congo-Oceano, visando a integração económica em linha com a Zona de Comércio Livre Continental Africana. O dirigente garantiu que o novo mandato focará ainda na criação de oportunidades de emprego para jovens e mulheres, especialmente nos setores da agricultura e do turismo.

 

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