Jornal Evidências consagra-se o grande vencedor do Prémio Sasol de Jornalismo 2026

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  • Semanário conquista dois dos três lugares do pódio na Categoria Nacional

O Jornal Evidências afirmou-se como um dos grandes vencedores do Prémio Sasol de Jornalismo 2026, ao conquistar dois dos três lugares do pódio na Categoria Nacional da iniciativa promovida pelo MISA Moçambique, com o patrocínio da Sasol em Moçambique. A cerimónia oficial de entrega dos galardões decorreu na província de Inhambane, reunindo profissionais da comunicação social para celebrar a excelência na cobertura do sector energético nacional.

Luísa Muhambe

O Jornal Evidências, que este ano assinala cinco anos de existência, conquistou dois dos três lugares do pódio na Categoria Nacional do Prémio Sasol de Jornalismo 2026. A competição reuniu 31 trabalhos jornalísticos provenientes da imprensa escrita, televisão e rádio, avaliados numa única categoria nacional.

A repórter do Jornal Evidências, Luísa Muhambe, sagrou-se vencedora da Categoria Nacional, conquistando o primeiro lugar do concurso. A segunda posição foi atribuída ao jornalista Daniel Lucas, da TV Miramar. O pódio ficou completo com o editor do Jornal Evidências, Reginaldo Tchambule, que conquistou o terceiro lugar da competição.

A edição de 2026 contemplou igualmente o Prémio Provincial, destinado a reconhecer os profissionais de comunicação social que actuam na província de Inhambane. O jornalista Celso Júlio, da RaQ TV, conquistou o primeiro lugar da categoria regional, seguido de Efraim Macitela e Venâncio Macamo, ambos da Rádio Moçambique (RM), que ocuparam, respectivamente, a segunda e a terceira posições.

A conquista do primeiro e do terceiro lugares da Categoria Nacional pelo Jornal Evidências representa uma distinção ao trabalho de formação, investigação e rigor jornalístico desenvolvido pela redacção do semanário ao longo dos seus cinco anos de existência.

Presente na cerimónia, realizada em Inhambane, Reginaldo Tchambule destacou o significado de levar para a redacção duas distinções numa competição que reuniu trabalhos de diferentes órgãos de comunicação social.

“O sentimento de carregar dois prémios, um para mim e o outro para a minha colega Luísa Muhambe, é de satisfação enorme, porque vem coroar um trabalho que temos estado a desenvolver ao nível do Evidências, que é um jornal que tem cinco anos de existência e é feito por jovens”, afirmou.

O triunfo da jornalista Luísa Muhambe, que conquistou o principal galardão da Categoria Nacional, foi igualmente destacado pelo editor, que a acompanha desde os seus primeiros passos numa redacção. Para Tchambule, a distinção representa o resultado de um processo contínuo de aprendizagem e de aposta no potencial dos jovens profissionais.

“Bom, este é um daqueles casos em que o discípulo supera o mestre…”, disse, entre risos, acrescentando que “é uma menina que chegou às nossas mãos como estagiária, vinda da Escola Superior de Jornalismo, e nós fomos trabalhando com ela. Foi mostrando o seu potencial e é o que estamos hoje a ver e a colher, que são frutos de um trabalho que estamos a fazer também na formação”.

A qualidade dos trabalhos premiados e o processo de avaliação conduzido por um júri independente conferem, segundo a direcção do jornal, uma relevância acrescida à conquista. O júri foi composto por Fátima Mimbire, pelo decano Arlindo Lopes e pelo pesquisador do Centro de Integridade Pública (CIP), Rui Mate.

Reginaldo Tchambule ressaltou ainda o nível de competitividade da edição deste ano, considerando que a distinção ganha particular significado pelo número e diversidade dos trabalhos submetidos.

“Pela forma como o júri descreveu esta distinção, sobretudo o grande prémio, honra-nos muito, porque fala de qualidades excepcionais do trabalho que foi ali avaliado. É preciso destacar que eram cerca de 31 trabalhos que chegaram à fase final na Categoria Nacional”, acrescentou.

Com cinco anos de presença no mercado moçambicano, o Jornal Evidências tem reforçado a sua aposta na cobertura crítica das indústrias extractivas, das políticas públicas e de questões de interesse nacional. Para o editor, a conquista dos dois lugares do pódio representa um reconhecimento importante para uma publicação ainda jovem.

“Nós continuamos a trabalhar e temos um interesse particular em assuntos ligados à indústria extractiva. Ter o primeiro e o terceiro prémios da Categoria Nacional, para nós, como órgão com apenas cinco anos de existência, é uma honra muito grande”, afirmou.

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