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O partido ANAMOLA sofreu uma alteração de relevo na sua cúpula directiva, com a exclusão de Dinis Tivane da composição da Comissão Executiva Nacional. Menos de três meses após ter sido destituído do cargo de porta-voz da formação política, a ausência de Tivane na nova lista de membros efectivos e suplentes, oficializada através do Despacho n.º 033/PRES/ANAMOLA/2026 assinado pelo presidente Venâncio Mondlane, alimenta especulações em torno da coesão interna do movimento. Até ao momento, as estruturas oficiais do partido não avançaram as causas concretas que motivaram o afastamento de uma das figuras que, logo após o próprio Venâncio Mondlane, funcionava como a cara mais visível e mediática do partido.
A reestruturação da Comissão Executiva Nacional surge na sequência da I Convenção Nacional Extraordinária do ANAMOLA, realizada no ultimo sábado, evento que serviu para apreciar e aprovar a revisão dos estatutos da força política. Com base na Resolução 02/CNE/ANAMOLA/2026 adotada naqueles trabalhos magnos, o gabinete presidencial procedeu à adequação orgânica da direcção executiva para assegurar a conformidade estatutária e o funcionamento regular do aparelho partidário. Contudo, a despromoção definitiva e o silêncio da liderança sobre os motivos que ditaram a queda de Dinis Tivane geram surpresa, tendo em conta o papel preponderante que o antigo porta-voz desempenhou na fundação e na projecção pública do projecto político encabeçado por Venâncio Mondlane.
Na nova composição da Comissão Executiva Nacional, encabeçada por Venâncio Mondlane na qualidade de presidente, figuram como membros efectivos nomes como Castro Eleutério Niquina, Cláudio Jorge Mapulango, Custódio Abilio Mondlane, David Calisto Bandeira, Edgar Mundulai Armindo Barroso, Elisabete Jeremias Cuna, Elsa Joaquina Retxua, Ilídio Armando Cumbe, Luís Agnaldo Mariquele, Manuela Maria Rute de Assunção, Manuela Ernesto Getimane Guilande Veloso, que assume funções de porta-voz, Nilett Maria de Almeida Brito Mamad, Nito Agostinho Eugénio e Singano Assane Assane. O leque de suplentes passa a integrar Higino Fumo, Gisela Irene Micas Matsimbe e Miquéias Lourenço Adriano, enquanto a bancada de participantes por inerência de funções contempla o secretário-geral James Njiji, a tesoureira Glória Monteiro Nobre Chire e líderes de organizações filadas.
Apesar da saída visível de Dinis Tivane do núcleo de decisão executiva e das interrogações levantadas quanto à estabilidade da ala fundadora, a direcção do ANAMOLA tem reiterado publicamente que o partido continua coeso, focado na consolidação das estruturas provinciais e distritais e preparado para enfrentar os próximos desafios políticos e judiciais que se avizinham.



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