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O Conselho de Ministros apreciou um levantamento detalhado sobre a situação do ensino superior em Moçambique, mapeando os constrangimentos na qualidade, infraestruturas e integração dos graduados no mercado de trabalho. A análise revelou um desequilíbrio na oferta de cursos nas instituições académicas, com uma concentração execessiva nas áreas de ciências socias. O diagnóstico servirá de base para a formulação de novas políticas no sector educacional.
O porta-voz do Governo evidenciou a disparidade entre a formação prestada e as necessidades do setor produtivo. O executivo manifestou ainda preocupação com o elevado número de diplomados sem absorção profissional. O levantamento aponta para a necessidade de reorientar os currículos em função das potencialidades económicas de cada região do país.
“Cerca de 71% das instituições de ensino superior são para as áreas de ciências sociais e apenas 29% estão voltadas para outras áreas”, revelou Inocêncio Impissa.
O estudo em curso vai determinar as reformas necessárias para adequar a formação universitária às exigências da economia nacional. O Governo pretende incentivar áreas ligadas às ciências exatas e às tecnologias.
A par da reflexão sobre o ensino superior, o executivo aprovou a Estratégia de Educação Pré-Escolar 2027-2036. O documento estabelece as metas para a expansão inclusiva do atendimento à primeira infância no próximo decénio.
As propostas finais de reestruturação académica serão apresentadas após consultas com as instituições do sector. O objectivo central do Governo é travar o desemprego entre os jovens licenciados.



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