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A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) indemnizou 80 trabalhadores no âmbito do processo de reestruturação em curso na companhia estatal. Segundo a Conta Geral do Estado (CGE) enviada ao Parlamento, o redimensionamento da força laboral decorre da busca pelo quadro de pessoal considerado óptimo para a empresa, um processo de saneamento que deverá prosseguir ao longo do ano de 2026.
Para além do corte de pessoal, o plano de saneamento financeiro e operacional incluiu a aquisição de quatro novas aeronaves e a regularização de dívidas junto da Petróleos de Moçambique e dos Aeroportos de Moçambique através de encontros de contas.
A estratégia de recapitalização foi fortalecida com a entrada de novas empresas públicas no capital social da companhia: a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) adquiriu 25,2% das acções por 36 milhões de dólares, enquanto os CFM e a Emose assumiram, cada um, uma participação de 15,4% avaliada em 22 milhões de dólares.
Segundo o Governo, os recursos mobilizados destinam-se à aquisição de aeronaves, saneamento da força de trabalho e pagamento de fornecedores, visando restaurar a estabilidade operacional da empresa.
Em Novembro de 2025, o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, afirmou no Parlamento que o objectivo da reestruturação passa por “recapitalizar a empresa, reorganizar as operações e reforçar a capacidade operacional da companhia aérea estatal”.



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