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Sete dos 14 cidadãos moçambicanos que se encontravam em situação de vulnerabilidade e exploração laboral na República Centro-Africana (RCA) já regressaram a território nacional por meios próprios. A actualização do caso foi prestada pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, que garantiu que as autoridades moçambicanas, em coordenação com organismos internacionais e vias diplomáticas, estão a prestar a devida assistência para a repatriação em segurança dos restantes sete nacionais.
Do grupo que ainda permanece em solo centro-africano, cinco cidadãos foram resgatados de áreas de risco e encontram-se temporariamente acolhidos em estâncias hoteleiras com o apoio da Organização Internacional para as Migrações (OIM), beneficiando de assistência logística e protecção social enquanto decorrem os trâmites para o seu regresso a Moçambique.
“A informação que podemos avançar ou actualizar é que sete dos 14, com recurso a meios próprios, já estão em território nacional, já chegaram felizmente. Cinco encontram-se acomodados em estâncias hoteleiras providas pela Organização Internacional para as Migrações, estando devidamente assistidos em coordenação com as nossas instituições”, confirmou o porta-voz.
A situação mais complexa envolve os últimos dois cidadãos moçambicanos, que se localizam em zonas geográficas de difícil acesso no interior do território centro-africano. Segundo Inocêncio Impissa, apesar do isolamento geográfico, as entidades diplomáticas e consulares mantêm contacto regular com estes nacionais para viabilizar a sua transferência para locais de acolhimento seguro.
“Dois ainda não estão nesta condição, encontram-se em lugares de difícil acesso, mas mantêm-se normalmente em contacto com as nossas entidades. A expectativa é que sejam efectivamente recebidos nas instâncias que possam prestar assistência e, dentro dos canais diplomáticos, dar o seguimento devido”, explicou.
O Executivo assegura que a intervenção do Estado continuará activa até que todo o grupo de 14 moçambicanos esteja em segurança e em solo pátrio, dando por concluído um incidente que vinha a ser acompanhado com preocupação ao longo das últimas semanas.



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