TotalEnergies inflacionou custos de suspensão em 2 mil milhões de dólares, indica auditoria

DESTAQUE ECONOMIA
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Uma auditoria independente da consultora britânica Bayphase, encomendada pelo Governo, detectou uma diferença de cerca de 2 mil milhões de dólares nas despesas apresentadas pela TotalEnergies relativas à suspensão do projecto Mozambique LNG. A petrolífera francesa submeteu encargos superiores a 5 mil milhões de dólares devido à paragem forçada pelos ataques em Palma, em Abril de 2021. No entanto, os dados preliminares indicam que apenas 3 mil milhões de dólares cumprem os requisitos legais e contratuais para a recuperação de custos.

O Governo confirmou que o processo de fiscalização financeira está na fase final, mas remeteu mais detalhes para o momento oportuno. A averiguação coincide com a avaliação do plano de desenvolvimento para a retoma total da Área 1 em Cabo Delgado, após o fim do período de força maior anunciado em Janeiro de 2026 pelo Presidente da República, Daniel Chapo, e pelo timoneiro da TotalEnergies, Patrick Pouyanné. O Chefe de Estado sublinhou publicamente que a validação destas contas não deve funcionar como um entrave ao avanço das frentes de trabalho em Afungi.

Por determinação do Conselho de Ministros, a auditoria é obrigatória e os seus resultados dependem do aval do Estado, que recusa prolongar o contrato de concessão por mais de uma década, conforme pretendido pela operadora. O Executivo reitera que a paragem do projecto de 20 mil milhões de dólares resultou de uma decisão unilateral da concessionária francesa, cuja meta actual aponta para o arranque da produção e exportação de gás natural liquefeito no primeiro semestre de 2029.

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