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Moçambique está a intensificar a mobilização de investimentos para sectores estratégicos da economia nacional, com destaque para a Economia Azul e o turismo. Esta semana, duas iniciativas distintas, a III Conferência Crescendo Azul 2026 e o Fórum de Negócios Moçambique-União Europeia Global Gateway, colocaram em evidência a necessidade de financiamento inovador e a confiança dos parceiros internacionais no potencial do país.
Evidências
O Presidente do Conselho de Administração do Fundo de Desenvolvimento da Economia Azul (ProAzul, FP), Oswaldo Petersburgo, participou hoje, na Cidade de Maputo, na sessão dedicada ao papel dos investimentos de impacto e das finanças inovadoras no apoio ao desenvolvimento sustentável do sector privado.
Durante a sua intervenção, Petersburgo destacou a necessidade de acelerar a mobilização de recursos para sectores estratégicos da Economia Azul, como as pescas, a aquacultura, o turismo costeiro e a conservação. Sublinhou que estas áreas continuam a receber uma parcela reduzida do financiamento disponível, apesar do elevado potencial económico e social.
O PCA do ProAzul enfatizou igualmente o papel da instituição na coordenação de iniciativas, mobilização de financiamentos e estruturação de oportunidades de investimento, defendendo a construção de um Ecossistema Nacional de Investimento para a Economia Azul, capaz de transformar potencial em investimento e empresas em prosperidade para os moçambicanos.
O evento reuniu representantes do Governo, sector privado, instituições financeiras e parceiros de cooperação, com destaque para Ilaria Dali (Chefe de Cooperação da SDC), Christine de Barros (Chefe de Cooperação da Embaixada da Alemanha) e Anne-Aël Pohu (Chefe da Equipa de Resiliência e Alterações Climáticas da Delegação da União Europeia em Moçambique). O encontro decorreu no contexto da III Conferência Crescendo Azul 2026.
Em paralelo, o potencial turístico de Moçambique voltou a estar em destaque durante o Fórum de Negócios Moçambique-União Europeia Global Gateway, realizado esta semana em Maputo. O Governo considera que o evento representou uma oportunidade estratégica para promover o país como destino de investimento, com projeções que apontam para a mobilização de cerca de 6 mil milhões de dólares para o sector de turismo nos próximos anos.
Falando à margem do fórum, o Ministro da Economia, Basilio Muhate, fez um balanço positivo do encontro, sublinhando que o evento permitiu reforçar a cooperação económica entre Moçambique e a União Europeia, bem como apresentar resultados concretos dos investimentos europeus no país.
Segundo Muhate, a participação de mais de mil representantes de empresas moçambicanas e europeias demonstra a crescente confiança dos investidores nas oportunidades existentes em Moçambique. Para o governante, o interesse não se limita apenas ao potencial económico, mas também às oportunidades reais de negócios em diversos setores estratégicos.
“O sector do turismo é um ramo cujo potencial é inquestionável. O que existe no país demonstra claramente a necessidade e as oportunidades de investimento”, afirmou o ministro.
Além do turismo, Muhate apontou os sectores da agricultura, energia e logística como áreas prioritárias para captação de capital estrangeiro. O governante recordou que Moçambique possui uma posição geográfica privilegiada, funcionando como porta de entrada para um mercado regional estimado em cerca de 400 milhões de consumidores na África Austral, através dos seus corredores logísticos.



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